A propaganda institucional dos bancos públicos federais foi suspensa desde o dia 1º de julho. O fim dos anúncios é resultado da legislação eleitoral, que impõe restrições à publicidade oficial durante o período de campanhas eleitorais. A propaganda comercial, como a promoção de um produto comercializado pela empresa, continua permitida. Nessas propagandas nunca houve a obrigação de usar o slogan do governo Lula – “Brasil: um país de todos”. Já nas peças institucionais, a mensagem publicitária era utilizada com freqüência.
O rigor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) preocupa a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom). A Justiça chegou a autorizar o uso do slogan governamental, mas o aval foi dado pelo presidente anterior do tribunal, ministro Gilmar Mendes. O presidente atual, ministro Marco Aurélio Mello, que assumiu em abril passado, deu demonstrações de que será mais rigoroso com as campanhas institucionais nas eleições deste ano. Mello barrou a veiculação de várias campanhas institucionais marcadas para o período eleitoral.
A Caixa Econômica Federal informou que, na prática, já não vinha realizando campanhas institucionais. No caso do Banco do Brasil, além de suspender campanhas institucionais, foi repassada uma orientação para todas unidades do país para que os eventuais patrocínios de eventos não tenham nenhum tipo de vinculação eleitoral.

