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Publicidade online brasileira supera impressos até 2015

Aumento do tempo gasto pelos internautas com as mídias digitais é um dos fatores que justificam a previsão

A exemplo do que ocorre em economias desenvolvidas, a publicidade na internet brasileira deve ultrapassar os gastos com anúncios em jornais e revistas até 2015. O prognóstico é da Wark International Ad Forecast, serviço que analisa o segmento. “O tempo gasto com as mídias digitais vem aumentando rapidamente, sendo assim, é natural que os anunciantes migrem para onde se encontram os seus consumidores”, explica o especialista Leandro Kenski, CEO da Media Factory, agência especializada em marketing digital.

Pela pesquisa divulgada, os mercados emergentes vão garantir o crescimento da publicidade em 2012. Entre os 13 países pesquisados pela Wark, o Brasil deverá apresentar o quarto maior avanço, 8,5%, ficando atrás da Rússia (16,5%), da Índia (14%) e da China (11,5%). Em 2010, a publicidade no Brasil ocupou a mesma posição, com avanço de 7,1%. O período foi marcado por decréscimos em algumas das principais economias. Segundo o estudo, a internet puxa o crescimento dos anúncios globalmente, com variação positiva nos países pesquisados de 12,6%, seguida por TV (5,3%), outdoors (5,1%), cinema (3,8%) e rádio (2,9%).

Já os jornais e revistas deverão apresentar leve queda em 2012, de 2% e 1,2%, respectivamente. No caso do Brasil, o aumento da publicidade on-line deverá ser de 23,8%, informa a pesquisa. Jornais devem avançar 3,6% e revistas, 6%. “Na Media Factory, onde nos especializamos em performance on-line, percebemos que muitos de nossos clientes estão migrando para ações que geram vendas rapidamente e que possam ser efetivamente mensuradas”, explica Leandro Kenski. E acrescenta: “Todas as pesquisas recentes apontam que a velocidade de crescimento do investimento em mídias digitais nos próximos três anos é muito superior a outras mídias”.

De acordo com a Wark, embora os gastos com publicidade on-line nos países pesquisados devam crescer menos em 2012 do que em 2011 – quando o aumento foi de 16,6% -, o segmento deverá responder por 20% do total investido em anúncios até o fim do ano. Entre as chamadas economias desenvolvidas, Alemanha (-0,8%), França (-0,9%) e Itália (-2,3%) apresentarão em 2012 o pior desempenho de sua história na comparação com o ano anterior.

Os Estados Unidos, cuja fatia passou de 50,4% para 41,6% nos últimos 10 anos, vem perdendo espaço para países emergentes. A China passará de 6,5%, em 2003, para 12,2% em 2012, segundo as séries históricas da Wark. Por outro lado, a participação do Brasil no total aplicado aumentou de 3,1%, em 2003, para 4,5%, em 2012.

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