Notícias

Pyr Marcondes: “Nunca vivi um momento tão rico de possibilidades como hoje”

Depois de participar de um almoço com representantes do mercado publicitário gaúcho, o diretor-geral do Núcleo ProXXIma, do Grupo M&M, Pyr Marcondes terminou a sua terça-feira, 17, palestrando em um evento promovido pelo Grupo de Atendimento de Veículos do Rio Grande do Sul (GAV/RS). Na ocasião, o jornalista explanou a sua visão sobre o futuro do mercado: “Em 40 anos de carreira, nunca vivi um momento tão rico de possibilidades como hoje”.

Durante mais de uma hora de conversa, Pyr ressaltou que é imprescindível que agências e veículos compreendam os movimentos do mercado para poderem se fortificar. O jornalista apresentou as grandes mudanças de pilares importantes, que deverão afetar a maneira de se fazer mídia, como o fim das obrigatoriedades de publicações de publicidades legais nos jornais, o bônu por volume (BV) sendo colocado em xeque, além da lei da propriedade cruzada. “Isso vai gerar um grande impacto, mas, também, é a chance de transformação”, defendeu.

No evento, que aconteceu na PPKB Kitchen & Bar, em Porto Alegre, o profissional ressaltou que, nos próximos cinco anos, o mercado será 70% digital — “Tirei esse número da minha cabeça, mas sei que vou errar para menos”, revelou — e, por conta disso, será necessário que as agências deixem de entregar apenas campanhas e passem a investir em produtos. Como exemplo, citou a norte-americana R/GA que criou, entre outros, o banco Next e o Nike+, que integra os tênis da marca com os produtos da Apple.

“A indústria do Marketing e da Comunicação começa a se tornar algo ampliado, com linhas de negócios e novos ecossistemas empresariais, em um turbilhão de multidisciplinaridades”, pontuou. Pyr afirmou, também, que estar preparado para essa mudança é uma forma sensata de encarar o futuro, se as agências e os veículos quiserem sobreviver. “Quem ganhava muito dinheiro no passado fazendo algo, não ganhará no futuro fazendo a mesma coisa”, afirmou.

Usando o exemplo do Grupo Folha, que foi além de seu jornal físico, a Folha de S. Paulo, para criar o Uol e, a partir disso, começou a gerar receitas com hospedagens de sites, vendas de cursos e com as maquininhas de cartão de crédito PagSeguro, dentro de um processo que Pyr denominou de ‘The Mandala Principle’. “O Luiz Frias [presidente do Grupo Folha] foi genial. Usou a audiência que tinha para vender os seus produtos. Deixou de ter um negócio milionário para torná-lo bilionário”, destacou.

No Meio & Mensagem, Pyr disse que copiou o que o Luiz Frias fez com o Grupo Folha, criando o M&M Ventures, que consiste em quatro empresas não ligadas em venda de mídia ou criação de campanhas. Além disso, dentro do grupo, há uma iniciativa de branded journalism, em que colaboradores estão vendendo conteúdo jornalístico para marcas, o que está gerando uma receita considerável em menos de um ano de operação.

Assim, o profissional ressaltou que a indústria não vive uma crise, e, sim, uma transformação estrutural intermitente, que não vai desacelerar. “Todos nós seremos impactados de alguma forma. Resistir é pior. O jeito é aceitar, entender e agir. E só há uma saída: na rede. Não na internet, mas na colaboração de todos com todos. Quem sobrevive é quem muda”, concluiu.

Compartilhar:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.