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Quarenta jornalistas foram assassinados no mundo em 2004

Corrupção, drogas e outras atividades ilegais são as principais causas das mortes

Em um comunicado difundido em Viena, o diretor do IPI (Instituto Internacional da Imprensa), Johann P. Fritz, disse que muitos jornalistas morrem em decorrência dos conflitos bélicos que estão cobrindo, mas que é ainda maior o número daqueles que viram alvo de uma agressão que visa a silenciar seus trabalhos. Quarenta profissionais foram assassinados no ano passado enquanto investigavam casos de corrupção, tráfico de drogas ou atividades ilegais, informou. A maioria desses assassinatos fica impune e sem indícios de que as autoridades se esforcem para esclarecer os crimes. O IPI é a uma rede mundial de editores e jornalistas de 120 países. 

Segundo informação da Agência Estado, a entidade ressaltou que, só no Iraque, o país mais perigoso para os repórteres neste momento, já morreram 11 jornalistas. Vários representantes dos meios de comunicação iraquianos morreram por trabalhar para jornais ou emissoras ocidentais. Líbia e Líbano também se destacam na violência contra a imprensa. O colunista Samir Qasir, conhecido pela postura crítica sobre o regime pró-sirio, foi vítima de um atentado à bomba ao seu carro. Seis mortes de jornalistas foram registradas nas Filipinas e duas em cada um destes países: Bangladesh, Brasil, Colômbia, Haiti, México, Paquistão e Somália.

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