De acordo com enquete realizada pela Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), uma em cada duas mulheres jornalistas já sofreu assédio sexual, abuso psicológico e outras formas de violência de gênero enquanto trabalhava. Segundo a pesquisa, 85% das profissionais afirmaram que nenhuma ação foi tomada contra os atacantes ou que as medidas eram inadequadas.
Além disso, a maioria das redações ou locais de trabalho não possuía política escrita para combater os casos ou fornecerem um mecanismo com informações. A pesquisa registra o testemunho de quase 400 mulheres jornalistas de 50 países.
Além da violência sexual, mais de 10% sofreram agressões físicas e 21% exploração econômica. Conforme elas, 45% dos infratores eram pessoas de fora do local de trabalho como, por exemplo, fontes, políticos, leitores ou ouvintes, e 38% eram chefes ou superiores. Diante disso, a FIJ acredita que há a necessidade da criação de acordos coletivos no local de trabalho, procedimentos sólidos de denúncia e medidas contra os infratores para combater os números da violência de gênero referentes ao trabalho das jornalistas.

