Com programação dedicada exclusivamente à obra de Teixeirinha durante 24 horas por dia, a Rádio Teixeirinha é uma das primeiras iniciativas em funcionamento do projeto ‘100 Anos Teixeirinha’. Criada para preservar e difundir o legado do artista, a emissora reúne músicas, entrevistas e conteúdos especiais, enquanto também se consolida como uma vitrine para um projeto mais amplo, que pretende marcar as celebrações do centenário de nascimento do cantor, compositor, radialista e cineasta até 2027.
A rádio surgiu da percepção de que o interesse pela trajetória de Teixeirinha permanece vivo décadas após sua morte. “A rádio foi pensada para manter viva a obra do Teixeirinha, que tem muitos fãs. Em 4 de dezembro do ano passado fez 40 anos que ele morreu, e ainda hoje os fãs fazem contato com a Fundação Vitor Mateus Teixeira, querendo conhecer mais sobre ele”, explicou Zanandreia Oliveira, responsável pela área de Investimentos da ação, ao Coletiva.net.
Além da programação musical ininterrupta na rádio, a iniciativa ‘100 Anos Teixeirinha’ passou a dialogar com o público também pelas redes sociais. De acordo com Zanandreia, a criação do perfil oficial do projeto permitiu conhecer melhor quem acompanha o legado do artista e revelou um alcance superior ao esperado.
Ela afirmou que algumas publicações já ultrapassaram 120 mil visualizações, chegando a públicos de diferentes regiões do Brasil e também de países como França, Estados Unidos e Reino Unido. Outro dado que chamou a atenção foi a presença de um público jovem entre os seguidores, reforçando o potencial de renovação da audiência de Teixeirinha.
Apesar da boa recepção, há um desafio financeiro. “Estamos tentando manter a rádio no ar, pois fazemos isso com recursos próprios, por enquanto a rádio está sem patrocínio”, revelou Zanandreia.
Um projeto além da rádio
A emissora é apenas uma das frentes do projeto ‘100 Anos Teixeirinha’, lançado em 2024 para celebrar o centenário do artista. A iniciativa reúne ações ligadas à música, ao cinema, à preservação da memória e à cultura gaúcha, com atividades previstas até 2027.
Portanto, entre as iniciativas previstas estão a Cavalgada Campeira, um podcast, um documentário, um espaço dedicado ao artista na Casa de Cultura e uma exposição permanente, além de outras ações voltadas à preservação de sua trajetória.
Segundo Zanandreia, a estrutura do projeto envolve diferentes parceiros. Enquanto a AcessoPromo é responsável pela articulação institucional, compliance, governança e captação de recursos por meio de iniciativas públicas, a DaZ Produtora — da qual é CEO — atua na criação, no planejamento, na execução e na articulação com parceiros estratégicos para operacionalizar as ações.
Sobre isso, a executiva destacou que o trabalho de articulação começou em 2024 e considera que a participação de governos e prefeituras é fundamental para dar continuidade ao projeto. “As iniciativas públicas com Governo do Estado e Prefeituras são fundamentais para mantermos viva a memória e o legado desse artista multifacetado”, argumentou.
A expectativa agora é ampliar também a participação da iniciativa privada para viabilizar todas as etapas previstas. “As empresas que quiserem investir no projeto podem me procurar por meio do meu Instagram @zanandreia, pois precisamos de investimento para colocar em prática todas as iniciativas que estamos criando dentro do projeto”, destacou.
Podcast
Para Zanandreia, o podcast é uma das frentes mais interessantes e com potencial de render conteúdos ricos sobre Teixeirinha. “Cada vez que me encontro com alguma pessoa que o conheceu, ouço uma história nova, diferente e super impactante. Ainda tem muita coisa para as pessoas contarem sobre ele”, salientou.
Seu maior desejo no momento é conseguir levar o projeto para frente e colocar o podcast no ar ainda neste ano. “Essa é uma das frentes que estou fazendo muita questão, mas dependemos de investimento”, reforçou. Zanandreia destacou ainda as várias faces do artista, principalmente como comunicador. “Em uma época que não existiam redes sociais, ele foi um baita do influenciador. Faz 40 anos que ele faleceu e, sem Instagram, LinkedIn ou TikTok, só por meio do rádio, ele foi uma grande influência”, acrescentou.
É por isso que ela defende a necessidade de um trabalho conjunto. “Com a colaboração, poderemos preservar e compartilhar o legado deste ícone da história brasileira, viabilizando atividades e ações marcantes e inesquecíveis”, concluiu.

