Todas as ameaças de extinção que o rádio sofreu ao longo das décadas, desde a invenção da televisão até o surgimento da internet e suas ferramentas, ajudaram este meio de Comunicação a adquirir um grande poder de adaptabilidade. Habilidade essa que colaborou no enfrentamento das dificuldades impostas pela pandemia, como apontou, em entrevista ao Coletiva.net, Fábio Renner, diretor do Grupo Costa Doce de Comunicação, do qual a Rádio Acústica FM faz parte. Em 2021, o gestor destacou o crescimento da emissora e aproximação desta com Porto Alegre
Fabio avalia de forma positiva o ano da estação. Embora no início do ano acreditasse que haveria uma redução nos investimentos de Publicidade, ele viu o mercado reanimar em abril, gerando mais tranquilidade para a empresa. “Achávamos que o Brasil teria impactos muito mais terríveis, porém conseguimos mostrar para o mundo que temos uma capilaridade no processo de vacinas, e hoje somos exemplo”, celebrou o diretor.
O executivo destaca a abertura do estúdio em Porto Alegre como um dos grandes projetos realizados neste ano. “Com isso nos aproximamos da Capital e agora vamos poder produzir bastante por lá”, garantiu. Em relação ao rendimento, o empresário confirma o crescimento da rádio e prevê que fechará o ano com 23% a mais de faturamento. Ele relaciona esta escalada aos programas e atividades novas implementados na rádio que, segundo ele, são o ativo mais importante.
Para o ano que vem, o diretor acredita que a economia brasileira prejudicará os investimentos e menciona os juros como grandes dificultadores das vendas feitas a prazo. Como estratégia, Fábio acredita que a rádio pode ser o canal ideal para motivar os anunciantes a sacudirem o mercado e aposta em uma previsão: “Vamos nos sair muito bem em 2022”.

