O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) aprovou a Recomendação Nº 28, com oito princípios para a cobertura jornalística do conflito em Israel. O texto foi proposto pela Comissão de Direito à Liberdade de Expressão e à Comunicação do Conselho, e aprovado de forma unânime. O documento aconselha jornais impressos, digitais e, principalmente TVs e rádios, que administram concessões públicas da radiodifusão, a ouvir várias fontes, com a finalidade de garantir uma cobertura equilibrada da guerra.
Além disso, também sugere que se abstenham de criar obstáculos ou filtros durante a produção, distribuição e monetização do conteúdo, para garantir a pluralidade de informações. Já para as redes sociais, as instruções giram em torno do cumprimento de normas do Marco Civil da Internet e os 10 princípios do Comitê Gestor da Internet (CGI), e também que impeçam discursos de ódio e desinformação sobre a guerra.
Outro ponto abordado pela Recomendação é o cuidado que o profissional precisa ter ao usar certas expressões, evitando utilizá-las caso possam aumentar o preconceito a religiões ou grupos étnicos. O Conselho pede também que os veículos parem de chamar o conflito de ‘Israel versus Hamas’, o que, segundo o colegiado, esconde um histórico de 75 anos de ocupação israelense dos territórios palestinos.

