Com o avanço da inteligência artificial generativa e a aproximação das eleições de 2026, jornalistas terão de lidar com grandes desafios na cobertura política, como a disseminação de deepfakes, conteúdos sintéticos e campanhas automatizadas. Para discutir esse cenário, a Redes Cordiais e o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio) promovem, entre 4 e 13 de agosto, o curso on-line e gratuito ‘Jornalismo.IA: eleições na era da Inteligência Artificial’.
Voltado a jornalistas e profissionais da Comunicação, o curso apresenta aplicações da IA no Jornalismo, os riscos da desinformação impulsionada por automação e os principais debates sobre ética, transparência, verificação de conteúdo e integridade da informação durante as eleições de 2026. As inscrições podem ser feitas neste link.
Durante o curso, também será apresentado o Guia Jornalismo.IA, que reúne, de forma prática e organizada, os principais conceitos, regras, leis, orientações e referências para apoiar jornalistas e produtores de conteúdo na cobertura eleitoral. O material busca alertar para potenciais riscos e formas de mitigar impactos negativos do uso de IA, além de trazer uma série de recursos úteis para quem deseja aprofundar seus conhecimentos sobre inteligência artificial generativa e seus usos no Jornalismo.
A jornalista e cofundadora da Redes Cordiais, Clara Becker, explica que as eleições de 2026 serão as primeiras no Brasil em que ferramentas de IA estarão amplamente disponíveis para campanhas, eleitores e produtores de conteúdo. Isso muda a rotina das redações. “O impacto da IA nas eleições não será apenas tecnológico, mas estrutural. A redução do custo e do tempo para produzir conteúdos tende a aumentar o volume de informação circulando e dificultar a distinção entre material autêntico e sintético.O diferencial do Jornalismo será sua capacidade de verificar, contextualizar e atribuir credibilidade às informações que chegam ao público”, explica.
Segundo Celina Bottino, do ITS Rio, compreender o funcionamento da IA deixou de ser um tema restrito aos especialistas em tecnologia e passou a fazer parte da formação de quem cobre política e democracia. “O jornalista precisa compreender como conteúdos gerados por IA são produzidos, distribuídos e percebidos pelas pessoas, para fazer perguntas melhores e investigar com mais profundidade em um ambiente cada vez mais complexo”, conclui.

