Notícias

Relação entre Comunicação e Gestão é tema de aula da Universidade Critério

Com exposições de Rafael Codonho e Roberta Schuler, encontro discutiu comunicação corporativa e reputação

A importância da reputação frente às crises e a comunicação como salva-vidas das organizações. Esses foram os pontos discutidos durante a segunda aula da Universidade Corporativa Critério, projeto da Critério – Resultado em Opinião Pública. Conforme reflexão dos palestrantes, para que a efetividade comunicacional aconteça, a área deve estar conectada com estratégia geral da empresa. A atividade, que ocorreu na sexta-feira, 13, foi conduzida pelo sócio-diretor Rafael Codonho e pela jornalista Roberta Schuler, também integrante da equipe. 

Rafael resgatou sobre a organização de grandes companhias no passado e o padrão da estrutura atual. Segundo ele, a comunicação deve estar lado a lado com a gestão, tanto no organograma como no projeto arquitetônico de um escritório ou de uma indústria. “Sem essa proximidade, ela perde muito do seu potencial, e a gestão perde qualidade na tomada de decisão”, avaliou. O sócio-diretor discorreu ainda sobre o conceito de reputação, que é o alinhamento entre identidade e imagem de uma marca. “Existe cada vez mais a consciência, entre as empresas, de que a reputação é seu maior ativo. Sem uma boa reputação, todo o resto pode naufragar de um dia para o outro”, reforçou. 

Na sequência, Roberta Schuler trouxe cases emblemáticos de gestão de crise que colocaram à prova a reputação de grandes companhias globais. O recall do medicamento Tylenol, em 1982, o impacto do documentário Super Size Me, em 2003, sobre o McDonald’s, e as denúncias falsas ocorridas nos anos 1990 contra a Pepsi foram alguns dos exemplos. Conforme analisou ela, o melhor gerenciamento é evitar que a crise aconteça. “Uma empresa que desenvolve a sua atividade e tem uma comunicação estratégica de suas ações acumula um crédito reputacional, que será fundamental diante de uma turbulência”, enfatizou. Para a jornalista, conhecer as fragilidades e ter um plano estruturado são medidas importantes.

O debate teve continuidade com a participação das jornalistas Eliane Iensen e Melina Fernandes, que integram a equipe da Critério. Eliane destacou que as práticas de ESG – Social, Governança e Desenvolvimento – estão cada vez mais difundidas. Ela afirmou que, além da transparência nos propósitos, empresas e corporações “devem ter uma ação coerente com o que expressam para a sociedade, sempre agindo com verdade”. Para Melina, marcas e instituições que têm credibilidade e estão alinhadas com seus públicos tendem a sair melhor do caos. Segundo a profissional, manter a calma, assumir o controle, ser transparente e ágil nas comunicações e, principalmente, estar ao lado de quem foi impactado é o caminho para reduzir ao máximo os danos causados por uma crise.

As aulas da Universidade Corporativa Critério  ocorrem sempre às sextas-feiras, com a programação divulgada pelas redes sociais. O próximo encontro, que acontecerá em 10 de setembro, terá como tema a gestão dos stakeholders — conduzido por Lucas Dalfrancis, executivo de Relacionamento com o Mercado da Critério, e Gabriela Alcântara Braz, também integrante da equipe. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail [email protected].

Compartilhar:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.