O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (Sindjors) anunciou adesão à Cota de Solidariedade. A medida foi aprovada em assembleia virtual em 8 de maio. Com o objetivo de fortalecer a manutenção das atividades da entidade, haverá o desconto correspondente a três dias de salário, sendo meio dia a cada dois meses. Os valores serão repassados ao Sindjors pelas empresas. Além de garantir os trabalhos administrativos, jurídicos e contábeis, a entidade afirma que o recolhimento viabiliza o pagamento de salários de funcionários e demais despesas.
A contribuição está registrada no artigo 41.1 da Convenção Coletiva de Trabalho 2021/2022, com o seguinte texto: “os empregadores procederão ao desconto de uma Cota de Solidariedade, em favor do sindicato profissional, em valor correspondente a 03 (três) dias de salário, sendo meio dia a cada dois meses”.
Segundo a presidente do Sindjors, Vera Daisy Barcellos, é por meio das ações coletivas e participação dos associados que as entidades sindicais se fortalecem para avançar na busca por direitos da categoria. O posicionamento da dirigente se concentra na recente Convenção Coletiva de Trabalho com a representação patronal frente aos jornalistas de impresso, rádio e TV.
Os atuais delegados da capital e do interior, Luciamen Wink, do Correio do Povo, e André Zenobini, que atua em Rio Grande, destacam que a Cota de Solidariedade é uma fonte de renda fundamental para que a entidade continue prestando os serviços essenciais à categoria.
Conforme Luciamen, o apoio financeiro, que corresponde a três dias de salário, proporcionais, a cada dois meses de associados e não associados, permite fortalecer o sindicato para a luta por mais conquistas. Da mesma forma, Zenobini enfatiza que se opor à Cota de Solidariedade é mais um passo para a desvalorização da profissão. “Por isso, é importante que façamos com orgulho essa contribuição para termos nossa classe defendida”, salienta ele.

