A coordenadora de Produção do Correio do Povo, Luciamen Winck, desaprova a medida tomada pela Mesa Diretora de 2018 da Câmara de Vereadores, quanto à cobertura jornalística das sessões no plenário Otávio Rocha. Para este ano, os profissionais de imprensa que acompanharem os eventos no local devem fazê-lo em uma área delimitada, conhecida como brete. “É um retrocesso sem precedentes”, informou a jornalista do CP em entrevista ao Coletiva.net.
Ela, que considera a medida um “atentado contra a democracia”, lamentou a decisão do presidente da Mesa Diretora eleita, o vereador Valter Nagelstein (PMDB), e relatou que a equipe do jornal foi hostilizada pelo político nesta quarta-feira, 28 de fevereiro: “Nós não vamos para a Câmara para fazer ‘mimimi’, como ele diz, e, sim, para trabalhar”. Segundo ela, uma área limitada dificulta o trabalho da imprensa.
O estagiário e setorista da Câmara de Vereadores do Jornal do Comércio Diego Nuñez falou ao portal que a medida dificulta o contato com os vereadores, mas não impossibilita o trabalho dos repórteres e fotógrafos. “Não se pode circular mais livremente pelo plenário, no entanto, os políticos, por enquanto, sempre se aproximaram para dar entrevistas”, afirmou.

