Será no Hotel Renaissance, em São Paulo, a coletiva de imprensa a ser feita amanhã pelo Grupo Schincariol e a agência Fischer América, que vão manifestar-se sobre a participação do cantor Zeca Pagodinho na campanha da concorrente Brahma, produzida pela agência África, de Nizan Guanaes. Terá as presenças do executivo Adriano Schincariol e do publicitário Eduardo Fischer. A Schin e a Fischer entraram com representação no Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) contra a AmBev e a África, tentando suspender a veiculação do comercial da Brahma protagonizado pelo cantor que, até então, era garoto-propaganda da Nova Schin. Já a Brahma anunciou que neste fim de semana registrou um recorde nas vendas em todo o país, vendendo 104% a mais que num fim de semana normal, desempenho que é atribuído ao polêmico comercial.
O site da revista Propaganda & Marketing cita “informações que circulam no mercado” indicando que a “Operação Zeca Pagodinho” pode ter custado R$ 15 milhões. O artista, que tinha um contrato com a cerveja Nova Schin até setembro de 2004, foi contratado pela Brahma por um período de três anos. Já no primeiro comercial da cerveja da Ambev, que começou a ser veiculado sexta-feira, ele canta um pagode com o refrão “Fui provar outro sabor/Eu sei/Mas não largo o meu amor/Voltei”. O valor de R$ 15 milhões incluiria multas contratuais, cachê, produção e mídia para a nova campanha da Brahma.

