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Diretores da Associação Riograndense de Imprensa e de agências de publicidade e estudantes de comunicação reuniram-se na noite desta terça-feira, 10, para discutir a relevância do Salão da Propaganda. O presidente da ARP, Celso Chittolina, abriu as discussões dizendo que a comunicação e a ARP estão mudando e que é preciso a participação de todos neste processo.
Na sequência, passou a palavra para Mauro Dorfman, que ressaltou que o debate é uma reação imediata e até um pouco reativa às baixas inscrições no Salão> E registrou a baixa audiência do publico presente no debate. “O Salão da Propaganda já foi muito mais prestigiado e como está não pode continuar”, desabafou.
O diretor de Criação da Paim Comunicação, Fábio Bernardi, é o presidente do 35º Salão da Comunicação 2009 e acredita que o Salão não deve mais acontecer. Ele questionou os motivos que estão levando as agências a não participarem: “Será que os profissionais não estão mais abertos a buscarem prêmios nacionais e internacionais e esse prêmio regional perdeu a importância?”.
Por sua vez, o diretor de Criação da Escala, Eduardo Axelrud, defendeu a continuidade do Salão. “Todos os anos temos participado, mas infelizmente este ano, não pudemos entrar em função da crise que diminuiu muito nosso faturamento”, explicou. De acordo com ele, o Salão motiva os profissionais a trabalharem o ano inteiro para buscar o prêmio. “Foi muito difícil decidir ficar de fora do Salão este ano”, lamentou.
“A propaganda fantasma está sendo premiada”, afirmou o vice-presidente da DCS Beto Callage, que se diz contra a continuidade do Salão no formato em que está. “A propaganda de verdade não está sendo valorizada”, disse. Para ele, o resultado do Salão da Propaganda é “o outdoor mais caro que existe”.
Dorfman lamentou que, agora que o regulamento está organizado "para evitar peças fantasmas e engenharias", a adesão seja baixa. Para ele, a principal pérola da ARP hoje é a Semana da Comuniação. Bernardi endossou a afirmação, ressaltando que a Semana já acontece independente do Salão.
Mauro Dorfman concluiu dizendo que o sistema de premiação deve continuar, mas para isto acontecer deverá ser de um jeito diferente, de uma forma mais simples e integrada. Também propôs que a semana seja privatizada e sugeriu que seja montado um grupo multidisciplinar para reformular as atividades da ARP.

