Uma iniciativa da revista Amanhã – publicação mensal dirigida a empresários e executivos focada em gestão, economia e negócios – reuniu hoje em Porto Alegre um time de especialistas que explicou o que é valor de marca, como ele é calculado e como deve ser gerido para adicionar valor ao negócio. O Seminário O Valor das Marcas – Mitos e Verdades aconteceu no Hotel Plaza São Rafael e teve a participação de 300 pessoas. Entre os palestrantes estavam o diretor da Interbrand no Brasil, Eduardo Tomyia Tomyia; o presidente da Interbrand América Latina, Portugal e Espanha, Román Perez; o diretor global da Interbrand, Jeff Swystun; e o presidente do Grupo Talent, o publicitário Júlio Ribeiro.
Em sua palestra, Román Perez disse que uma estratégia de marca não pode estar desvinculada da estratégia do negócio de uma empresa. “Quanto mais houver a intersecção entre as duas coisas, mais eficaz será a construção da marca”, resumiu, citando o exemplo de várias grifes que integram a lista das mais valiosas do mundo (ranking elaborado pela Interbrand em parceria com a revista norte-americana Business Week). A consultoria identifica a questão da gestão da marca como uma ferramenta que ajuda na condução dos rumos de uma empresa.
Alguns destes cases foram analisados em seguida por Jeff Swystun, que falou sobre os princípios básicos para quem se dedica ao ofício de construir e gerir marcas. O primeiro deles é que a marca deve ultrapassar as expectativas do consumidor em qualidade, design, funcionalidade e inovação. Depois, deve ser trabalhada para o público que busca atingir. O terceiro princípio é o da formação de preço não baseada nos custos, como antigamente. “Hoje, a formação de preço também é em função da percepção de valor dos consumidores. Percepção de qualidade, etc.”, disse ele. A marca deve ser diferenciada. Quanto mais difícil for realizar uma cópia, mais desejada será. Deve ser consistente, mas flexível e ter uma arquitetura clara e limpa. A marca deve ser entendida pelo público interno, os empregados da empresa, tanto quanto pelos consumidores, e não se pode deixar que a publicidade faça isso. “É importante que o funcionário se sinta parte de tudo”, pregou Jeff. Por fim, defendeu a idéia de que a marca deve ser gerida como um ativo de longo prazo.
Já a palestra do publicitário Júlio Ribeiro foi marcada pelo bom humor. O presidente do Grupo Talent, analisou a mudança dos padrões morais e éticos desde o século 19, no Brasil e no mundo, e propôs uma reflexão sobre a mudança na paisagem econômica e social e o modo como isto se reflete no ambiente de negócios. Ao final, o diretor geral da revista Amanhã, Jorge Polydoro, assinalou que o seminário internacional fez parte das comemorações pelos 15 anos do Top of Mind, a primeira pesquisa de lembrança de marcas publicada no Brasil.

