Assim como a Câmara de Vereadores de Porto Alegre e a Assembléia Legislativa gaúcha, o plenário do Senado realizou nesta terça-feira, 3, sessão especial para celebrar os 200 anos da imprensa brasileira e homenagear o seu patrono, Hipólito José da Costa. O autor do requerimento que resultou na homenagem, senador Pedro Simon (PMDB-RS), afirmou que a construção e a manutenção de uma sociedade democrática passam pela liberdade de expressão e por uma imprensa livre e independente.
Para Simon, que também presidiu parte da sessão, a imprensa brasileira possui uma história “rica e emocionante” que deve ser mais conhecida, para que a nossa própria história, como Nação, seja melhor compreendida. O senador também disse que a imprensa deve continuar cumprindo o seu papel de estimular o debate e o pluralismo de idéias, “salutares para os regimes democráticos”. Simon lembrou os jornalistas que lutaram para defender suas idéias e a liberdade de expressá-las, como Barbosa Lima Sobrinho e Wladimir Herzog, este último morto pela ditadura militar, e destacou a vida e a obra de Hipólito José da Costa, fundador do primeiro jornal brasileiro, o Correio Braziliense, criado em junho de 1808 em Londres, onde estava exilado.
Na mesma oportunidade, o senador gaúcho também relembrou a recente detenção e tortura de uma equipe do jornal carioca O DIa, pela milícia de uma favela no Rio de Janeiro. Simon afirmou que “o jornalismo investigativo, do qual Tim Lopes é um verdadeiro mártir, virou profissão de alto risco no Brasil”.

