No contexto de inteligência artificial e de conteúdos enganosos que circulam em alta velocidade nas redes sociais, o enfrentamento à desinformação é um dos principais desafios das Eleições 2026. Diante disso, o Senado Federal fortalece a atuação do Senado Verifica, serviço oficial de combate à desinformação da Casa. A iniciativa visa assegurar que o cidadão tenha acesso a informações confiáveis para exercer livremente o direito ao voto, e, com isso, garantir a integridade das eleições.
Criado em 2020, o Senado Verifica recebe dúvidas dos cidadãos, verifica afirmações, consulta fontes oficiais e áreas técnicas e apresenta os esclarecimentos em linguagem simples. Durante o período eleitoral, a equipe intensifica o acompanhamento de publicações relacionadas ao processo de votação, às regras eleitorais e à escolha dos representantes para o Senado
Desde 2022, o Senado integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral, a partir de um protocolo de intenções firmado com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A parceria reúne o conhecimento técnico da Justiça Eleitoral e a capacidade de comunicação dos veículos do Senado para ampliar a divulgação de informações seguras sobre as urnas eletrônicas, a fiscalização do processo eleitoral, a apuração dos votos e as normas que orientam as campanhas.
A gestora do Núcleo de Assessoria de Imprensa do Senado, Ester Monteiro, explica que a cooperação ocorre principalmente em duas frentes: o monitoramento de conteúdos enganosos e o atendimento às dúvidas da população; e a educação midiática, com a produção de reportagens, entrevistas, podcasts e vídeos educativos. “Nosso objetivo não é apenas desmentir uma informação depois que ela viraliza, mas preparar o cidadão para reconhecer estratégias de manipulação e avaliar a autoria, as evidências e o contexto antes de compartilhar”, destaca.
Inteligência artificial amplia os desafio
Nas Eleições 2026, uma das principais preocupações é o uso indevido da inteligência artificial. Áudios clonados, vídeos manipulados e imagens sintéticas podem ser usados para atribuir a candidatas ou candidatos falas ou situações que nunca ocorreram. As regras do TSE determinam que conteúdos produzidos ou modificados por IA sejam claramente identificados e proíbem o uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas. Também impedem que sistemas de inteligência artificial recomendem, sugiram ou priorizem candidatos, partidos, federações ou coligações.
Consulta das informações verificada
A Justiça Eleitoral ampliou a parceria com plataformas digitais e reformulou a página Fato ou Boato, que reúne checagens e materiais educativos produzidos por instituições e agências parceiras. O Senado Verifica também recebe dúvidas da população e esclarece informações relacionadas ao Senado e ao processo eleitoral. O serviço não substitui a Justiça Eleitoral, não investiga crimes nem aplica sanções. Pedidos de informação devem ser enviados pelo WhatsApp 61 98190-0601.
Denúncia dos conteúdos suspeito
Conteúdos falsos, manipulados ou fora de contexto que possam comprometer a integridade das eleições podem ser encaminhados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). Já as denúncias sobre propaganda eleitoral irregular, nas ruas ou na internet, devem ser enviadas pelo aplicativo Pardal. Sempre que possível, o cidadão deve preservar o link da publicação, registrar a tela e anotar a data, o horário e o perfil responsável.

