Jaime Troiano, do Grupo Troiano de Branding, abriu as palestras desta quinta-feira,7, do Maximídia. O executivo falou sobre o carisma das marcas regionais. “Será que estamos entendendo bem esse movimento das marcas regionais e descobrindo as oportunidades?”, questionou à platéia.
O executivo apresentou exemplos espalhados por todas as regiões do país, um levantamento feito pelo grupo que identificou seis razões essenciais que tornam as marcas regionais tão forte e os resultados de uma pesquisa que mediu a força e a personalidade de marcas regionais. Os dados mostram que 34% do faturamento do comércio nas áreas de alimentos, bazar, higiene e limpeza são provenientes de marcas regionais.
Para Troiano, os seis fatores que contribuem para a construção da força das marcas regionais são: o Apartheid Mercadológico, o Segredo Logístico, a Cultura Local, a Confirmação da Presença, o Belonging (o marketing da integração ao invés do da diferenciação) e a Preservação da Identidade Local.
“Nosso pensamento mercadológico foi criado a partir da experiência de marcas nacionais. Existia a expectativa não realizada de que as grandes marcas iriam abocanhar as pequenas marcas paroquianas. A resistência delas em trincheiras as tornam fortes. Temos muito que aprender com elas. Abaixo o etnocentrismo!”, destacou.
Conforme divulgado no site do Maxímidia, a pesquisa do Grupo Troiano apontou que existem muitas marcas regionais líderes. No Centro-Oeste elas respondem por 72% do faturamento. Em Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro respondem por 63%. O executivo citou cases de sucesso como Biscoito Globo (que possui apenas dois sabores e um canal de distribuição), no Rio, e Aymoré, em Minas, que de acordo com dados do Ibope está presente em 99% dos lares mineiros. Outros exemplos citados por Troiano são Drogaria Araújo (MG), fraldas Sapeka (GO, comprada pela Hypermarcas), Guaraná Jesus (MA, comprada pela Coca-Cola) e Vitarella (PE), dentre outros.


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