Em carta aberta a agências e anunciantes, entidades do setor audiovisual defenderam remuneração para filmes publicitários que disputam o Cannes Lions. Anualmente, produtoras disponibilizam gratuitamente equipamentos, estúdios e serviços para a produção de filmes que são colocados em competição no evento. Agora, segundo informa o site Adnews, as associações orientam seus membros a não aceitarem este tipo de trabalho sem que haja remuneração pela produção realizada.
No documento, oito entidades afirmam que a nova lei das TVs a cabo, a Copa do Mundo e as eleições presidenciais irão manter produtoras, equipes, elenco e infraestrutura muito ocupadas durante o ano. Também levantam questões quanto à alta do dólar, impostos, inflação e outros componentes do “custo Brasil”, que contribuem para uma elevação dos custos de produção. Ressaltam, no entanto, que os associados continuarão colaborando com a produção de filmes beneficentes ou filantrópicos, desde que devidamente encomendados por organizações não governamentais ou entidades sem fins lucrativos, e que estejam destinados à veiculação gratuita em campanhas de cunho social.
O comunicado é assinado por: Associação Brasileira das Empresas Locadoras de Equipamentos e Serviços Audiovisuais (Abele), Assistentes de Câmera Associados do Estado de São Paulo (Acasp), Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), Associação dos Técnicos em Iluminação e Maquinaria (Astim), Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp), Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual (Sindcine), Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão de São Paulo (Sated) e União dos Diretores de Fotografia de São Paulo (UDFSP).

