A Assespro (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet), junto com outras entidades do setor de TI do Brasil – como Abes, Sucesu, Fenainfo, Softex e Brasscom – estabeleceu alguns pontos que considera fundamentais para que a TV digital alcance seu maior diferencial: a interatividade. “As mudanças que a TV digital pode trazer para a sociedade brasileira são infinitas. Mas sua real alteração no modo de assistir televisão está muito ligada à interatividade com o telespectador. É onde o setor de TI aposta suas fichas, com a intenção de realmente levar ao público o produto final diferenciado”, diz nota da entidade.
Isonomia internacional, desenvolvimento do próprio middleware no país, que tem o nome de Ginga, e sua adoção como modelo brasileiro para TV digital, investimento na qualificação da mão-de-obra, fomentação do mercado de criação de software para uso da nova tecnologia e abertura de espaço para programas pilotos que atendam aos interesses da população são os pontos levantados pela Assespro. As reivindicações dos empresários de TI estão ligadas à necessidade de fazer com que a TV digital não seja apenas imagem e áudio bem definidos, mas também mais uma oportunidade de gerar empregos e investimentos, alem de levar conteúdo diferenciado e acesso à informação para toda a população brasileira.
A entidade entende que é preciso criar novas iniciativas de educação aos jovens que têm interesse pelo meio de TI, já atendendo a demanda do mercado para profissionais qualificados. “Mesmo com investimento em capital humano, a falta de isonomia internacional em relação a nossos concorrentes globais no setor de TI nos tira muito da competitividade. Face a isso, é fundamental então, evitar que fiquemos à mercê de uma série de normas e padrões estrangeiros”, afirma a nota.

