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Sindicato dos Jornalistas participa de mobilização em Brasília

Promovido pela Fenaj, ato público em defesa do diploma de jornalista ocorre nesta quarta-feira, em frente ao STF

Na semana em que a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) completa 62 anos de história, jornalistas brasileiros se reúnem em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, num ato público em defesa do diploma para o exercício da profissão. O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Nunes, participa do Ato, marcado para as 13h desta quarta-feira, 17, na Praça dos Três Poderes. O gaúcho Celso Schröder, vice-presidente da Fenaj e professor da Famecos da PUC, também estará presente. 

O protesto visa a sensibilizar o STF a votar pela manutenção do diploma. Em breve, os 11 ministros julgarão o recurso extraordinário – RE/511961 –, que questiona a constitucionalidade da legislação que regulamenta a profissão no Brasil. “Não queremos uma reserva de mercado, mas, sim, o reconhecimento do exercício da profissão”, diz Nunes. A Fenaj e os  31 sindicatos do país, por sua vez, estão conclamando profissionais, estudantes e professores de Jornalismo que não puderem ir a Brasília a vestir a camisa da campanha Jornalistas por Formação para marcar posição nas redações, assessorias e faculdades de todos os estados. 

A ação que está prestes a ser julgada pelo STF teve origem em questionamento da Associação das Emissoras de Rádio e TV de São Paulo.  Segundo informações da Fenaj, “alegando que a Constituição de 1988 não acolheu o decreto lei 972/69, que regulamenta a profissão de jornalista, os patrões querem acabar com a obrigatoriedade do diploma como critério de acesso a profissão”. Também confirmaram presença no evento representantes do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), Intercom e Associação Brasileira de Imprensa (ABI). 

A Fenaj anunciou que entidades de jornalismo de todo mundo estão enviando notas de apoio à campanha, registrando manifestações dos jornalistas da Finlândia, da National Union of Somali Journalists – NUSOJ (Somália), Icelandic Union of Journalists (Islândia),  jornalistas da Tunísia, Federação de Jornalistas Africanos, National Union of Journalists – NUJ (Grã-Bretanha), Union of Cyprus Journalists (cipriotas), Associacion Nacional de Periodistas del Peru (peruanos). A FIJ (Federação Internacional dos Jornalistas) divulga a campanha e declara apoio em destaque no seu site.

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