Há cerca de um mês, os jornalistas do Departamento de Comunicação do Internacional deixaram de receber o vale-refeição. O benefício fora suspenso também para trabalhadores de outros setores, mas o Sindicato dos Empregados em Clubes Esportivos e Federações Esportivas (Secefergs) conseguiu restabelecer o pagamento. Os jornalistas, no entanto, ficaram de fora do acordo, pois não são representados pela mesma entidade. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado (SindJors) agora busca reverter a situação e garantir o benefício também aos comunicadores.
O presidente do SindJors, Milton Simas, disse que os funcionários costumavam almoçar no restaurante local, com pagamento de valor simbólico, mas, com a mudança na administração, perderam o subsídio. Aqueles que recuperaram o benefício passaram a receber Green Card, com vale-refeição de cerca de R$ 17 diários. Aos jornalistas do clube, o argumento apresentado é de que a carga horária da profissão não exige o pagamento do vale-refeição.
O dirigente do SindJors, porém, considera um erro o corte de um benefício com o qual os jornalistas contavam havia muitos anos. Segundo Milton, o Sindicato dos Jornalistas mantém contato com a gestão do clube em busca de uma solução. Procurado pelo sindicato, o vice-presidente de Mídia do clube, Marcelo Otton, confirmou a ocorrência do fato, mas, empossado há pouco tempo, disse que ainda irá se inteirar sobre a situação. “Queremos buscar um entendimento amigável”, ressaltou Milton, acrescentando que o custo para o clube é muito baixo quando comparado com o investimento em atletas.
O vale-refeição também é um dos itens na pauta de reivindicações da categoria para o acordo coletivo deste ano. O benefício, entretanto, não foi bem aceito na primeira reunião da rodada de negociação com as entidades patronais.

