Começaram as rodadas de negociação para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2023/2024, entre o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) e as organizações patronais. Na última semana, uma primeira proposta foi oficializada por parte de representantes das empresas empregadoras, um reajuste salarial de 1,75%, a ser pago em duas parcelas, a primeira em junho e outra em janeiro.
A proposta, no entanto, ficou abaixo do pedido realizado pelo Sindjors, que estipulava um aumento que contemplasse 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais 2,17% de aumento real do salário, o que somaria 6%. A presidente da entidade, Laura Santos Rocha, avalia que o primeiro encontro “sempre fica aquém das expectativas e que este não seria diferente”, mas reitera que o Sindjors não abrirá mão das cláusulas sociais e econômicas que propôs para o biênio.
Por ordem, a negociação deveria obedecer quatro blocos, a começar pelo debate sobre cláusulas sociais de saúde mental e da mulher e de qualidade de vida, tópicos que precisam de atenção para o efetivo cumprimento e, por fim, as econômicas. No entanto, no primeiro encontro, apenas questões relacionadas a salário foram discutidas, por pedido do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas no Estado do Rio Grande do Sul (Sindijore). O Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Rio Grande do Sul (SindiRádio) também faz parte das tratativas. Agora, uma nova reunião deverá acontecer nesta terça-feira, 27.

