O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) publicaram uma nota de repúdio nesta quinta-feira, 19. O documento é direcionado ao jornalista Pedro Petrucci e aos demais colegas do jornal A Hora do Sul, de Pelotas, pelo episódio de invasão, violência, exposição indevida, intimidação e ameaça sofridos na noite da última segunda-feira, 17, por parte de um vereador.
Júnior Fox (PL) foi erroneamente citado no relatório da Operação Expurgo por parte do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), ao qual o jornal teve acesso e utilizou como fonte para publicação de uma reportagem, o que teria motivado o vereador a ir até a redação do veículo. Segundo nota publicada pelas entidades, ainda que o edil tenha se sentido injustiçado pela citação do órgão público, “nada justifica os atos de violência ocorridos no entorno e dentro da redação do veículo de Comunicação”.
“Defender a liberdade da imprensa e preservar o direito de informar a população são pressupostos da democracia”, afirma a nota de repúdio. Para as entidades, não é admissível tal conduta por parte de um vereador no trato de discordâncias sobre conteúdo publicado. Tanto o jornal quanto o repórter têm dimensão de sua responsabilidade, e tão logo da manifestação do Ministério Público, reconhecendo o erro de pessoa no conteúdo do relatório, publicaram o devido esclarecimento.
No texto, as entidades cobraram a responsabilização do vereador pela conduta “agressiva e inadequada a tempos democráticos”, a partir do Boletim de Ocorrência registrado. “A sensacionalização de casos desse porte só serve para desinformar e gerar conteúdo tendencioso para cortes de redes sociais, podendo, inclusive, ser um indutor de ainda mais violência”, conclui a nota.
Confira a manifestação na íntegra:
Fenaj e SindJoRS permanecem na luta constante por respeito à categoria
O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) manifestam seu apoio e solidariedade ao jornalista Pedro Petrucci e aos demais colegas do jornal A Hora do Sul, de Pelotas, interior do estado, pela invasão, violência, exposição indevida, intimidação e ameaça sofridos na noite do último dia 17 de agosto por parte de um vereador.
Ainda que o edil tenha se sentido injustiçado pela citação equivocada no relatório da Operação Expurgo por parte do Ministério Público do RS, nada justifica os atos de violência ocorridos no entorno e dentro da redação do veículo de comunicação. O jornalismo profissional e a democracia brasileira possuem mecanismos de correção de matérias jornalísticas e são estes os meios que devem ser utilizados para impasses como os do caso. Defender a liberdade da imprensa e preservar o direito de informar a população são pressupostos da democracia.
Não é admissível tal conduta por parte de um vereador no trato de discordâncias sobre conteúdo publicado. Tanto o jornal quanto o repórter têm dimensão de sua responsabilidade, e tão logo da manifestação do Ministério Público, reconhecendo o erro de pessoa no conteúdo do relatório publicaram o devido esclarecimento.
Resta agora a responsabilização do vereador pela conduta agressiva e inadequada a tempos democráticos a partir do Boletim de Ocorrência devidamente registrado na mesma noite dos fatos. Quanto ao colega profissional, assessor de imprensa, o dever da assessoria é justamente realizar a mediação e prestar aos seus assessorados os caminhos éticos e legais para dirimir confusões. A sensacionalização de casos desse porte só servem para desinformar e gerar conteúdo tendencioso para cortes de redes sociais, podendo, inclusive, ser um indutor de ainda mais violência.
SindJoRS e Fenaj se colocam na defesa do livre exercício do jornalismo e estão atentos aos desdobramentos do fato.

