O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) encaminhou a pauta de reivindicações da Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) 2026/2027. O material foi enviado recentemente via endereço eletrônico, à patronal e, agora, aguarda que seja marcada a primeira reunião de negociação entre os sindicatos de trabalhadoras e trabalhadores patronais.
Com essa atividade, a entidade, juntamente com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), deu início à mobilização gaúcha da categoria, dentro da Campanha Nacional Unificada em todo o país, com o intuito de fortalecer a luta e garantir direitos essenciais para o exercício profissional. A proposta defende uma reposição da inflação conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), projetado em aproximadamente 3%, mais 10% de ganho real para os e as jornalistas, a equiparação do piso da capital com algumas cidades do interior, entre outras reivindicações.
O Sindjors constituiu um grupo de trabalho composto por integrantes da diretoria executiva e a assessoria jurídica da entidade para organizar a linha de defesa das demandas junto à patronal. Conforme a presidenta da entidade, Laura Santos Rocha, o grupo de trabalho responsável em pensar a pauta de reivindicações, que foi apresentada aos sindicatos patronais, iniciou o estudo após a assinatura da convenção coletiva de trabalho (CCT) 2025/2026, com reuniões semanais que possuem o compromisso de entregar uma proposta que mantenha os direitos atuais da categoria e consiga conquistar novos.
“É um trabalho árduo, desgastante e nem sempre conhecido e reconhecido. Mas, totalmente necessário pela complexidade e seriedade do tema. Envolvem conquistas para todas e todos jornalistas, de diferentes segmentos, que são pessoas com seus anseios e necessidades”, comenta Laura. Segundo ela, o fato de 35 colegas terem participado da pesquisa, neste ano, sobre os principais assuntos que deveriam ser abordados na pauta, demonstra que está no caminho certo: procurando agregar para somar e avançar ainda mais.
Reivindicações
Uma das principais reivindicações é que os jornalistas que desempenham suas atividades na Capital do Estado, em Canoas, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Rio Grande, Pelotas e Santa Maria receberão piso de R$ 3.989,59 (Três mil, novecentos e oitenta e nove reais e cinquenta e nove centavos) a partir de 1º de junho de 2026. Outro ponto de atenção é que os jornalistas que desempenham suas atividades nos demais municípios do estado receberão piso de R$ 3.397,24 (Três mil, trezentos e noventa e sete reais e vinte e quatro centavos), a partir de 1º de junho de 2026.
Além de pautas que abordam que quando o jornalista estiver em viagem e esta ocorrer em feriados, será também devido o pagamento de horas extraordinárias com o acréscimo de 100% e empresas com mais de 10 trabalhadoras e trabalhadores fornecerão vales-refeição no valor de R$ 720 correspondentes aos dias trabalhados. Em matéria publicada pelo sindicato, a informação é de que a próxima etapa será a realização da primeira reunião para debater a CCT 2026/2027, que deve ser agendada pela patronal. O material completo com as reivindicações pode ser visualizado por meio do link.

