O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) divulgou recentemente orientações repassadas pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) aos sindicatos filiados. O objetivo é proteger profissionais de Comunicação que estão atuando na cobertura das eleições deste ano, principalmente aqueles que estarão na ativa no próximo domingo, 4 de outubro, quando ocorrerá o primeiro turno de votações. Uma das ações é a de disponibilizar equipes de plantão para atender profissionais em caso de necessidades.
Assim como em pleitos anteriores, o Sindjors estará à disposição e prestará atendimento pelo telefone (51) 3228.8146 e WhatsApp (51) 99919.0368, sob responsabilidade do secretário executivo Mateus Azevedo, e também pelo número (51) 99174-3053, da presidente Laura Santos Rocha. A orientação é entrar em contato em caso de ameaças ou qualquer forma de violência. A entidade também divulgou o ‘Guia de Proteção a Jornalistas na Cobertura Eleitoral’, disponibilizado pela Fenaj e elaborado pela sua Secretaria de Saúde e Segurança.
O Sindjors, assim como os demais sindicatos filiados, também comunicará empresas, alertando para os riscos de agressões por parte de eleitores, políticos e forças policiais. A entidade deve ainda solicitar a adoção de medidas protetivas, como, por exemplo, o envio de equipes completas aos locais de votação e de concentração de eleitores, a disponibilização de assessoria jurídica para os trabalhadores em campo e a imediata autorização para que profissionais em situação de perigo se retirem da pauta.
Visando à efetividade, o sindicato também solicitou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que envie notificação recomendatória a todos os veículos jornalísticos e que as empresas digam quais providências estão planejando. Os sindicatos filiados também também se comprometeram a comunicar às autoridades competentes casos de ameaças prévias a jornalistas e/ou veículos de Comunicação.
O Sindjors também disponibiliza o guia ‘Como agir diante da violência contra jornalistas e comunicadores em período eleitoral’, produzido no âmbito do Observatório de Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, com participação da Fenaj. O documento apresenta, além de orientações gerais, endereços para serem acessados em caso de denúncia de violência.
Para auxiliar especificamente jornalistas mulheres, o sindicato também recomendou a ‘Cartilha para enfrentamento da violência política de gênero e raça’, elaborado pelo Redes Cordiais. Para finalizar, há ainda a cartilha ‘Falando sobre ataques online e trolls: um guia para jornalistas e criadores de conteúdo na internet’, que aborda ataques virtuais.

