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Sindjors tem ano de efetivação de metas

Vera Daisy Barcellos, presidente da entidade, destaca as perdas da pandemia, mas celebra uma boa atuação

As dificuldades impostas pela pandemia, que acabaram resultando no aumento do desemprego entre jornalistas, no adoecimento e na perda de vários colegas, foram de grande repercussão no mundo sindical. Em conversa com o Coletiva.net, Vera Daisy Barcellos, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors), destacou os impactos sofridos e celebrou os objetivos alcançados pela entidade. “Este ano de 2021, a exemplo do ano anterior, foi positivo pelas tarefas e metas que traçamos e conseguimos concretizar”, afirmou.

Questionada sobre as principais conquistas deste ano, ela salientou a negociação da convenção coletiva de 2021-2022, onde obteve um reajuste de 8,90% para o piso salarial. “Além disso, cabe ressaltar que o Sindjors conseguiu, na mesa de negociação, derrubar a diferenciação de reajuste entre a Capital e o Interior, uma proposta antiga sempre (re)apresentada pelos patrões”, justificou. Ainda nas questões financeiras, ela também comemora o parcelamento de uma dívida de R$500 mil, herdada pela atual gestão, ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A presidente também destaca como positiva a realização do ‘Seminário Internacional Desafios e Oportunidades para Jornalistas num Mundo em Transformação’. O evento debateu o mercado de trabalho para os jornalistas em tempos de crise econômica, ambiental, sanitária, política e social. Outro marco no ano da entidade também foi a fiscalização do cumprimento de protocolos sanitários nas redações, feita a partir de denúncias de jornalistas.

Sobre as metas de faturamento, ela apontou para a crise econômica, o desemprego e o fechamento de postos de trabalho como responsáveis pela baixa contribuição sindical. Contudo, a opção pela ‘Cota da Solidariedade’, aprovada em assembleia, foi crucial para manter uma boa resolução financeira na entidade. “Ocorreram novas sindicalizações e negociações específicas para facilitar que a categoria retorne a participar da vida sindical e, por consequência, dos benefícios que esta luta oferece”, celebrou.

O ano da organização se encerra com a preocupação sobre a nova variante Omicron. Vera relembra quando as portas do Sindjors foram fechadas em 17 março de 2020 com a promessa que seriam reabertas em 15 dias, o que não ocorreu. “Foi, sem dúvida, uma opção acertada que focou a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras das redações”, ponderou. Ela acredita que o Governo Federal deve ter uma resposta rápida para evitar uma nova tragédia.

Deisy projeta que 2022 será intensamente desafiador, mas afirma que o Sindjors já está se preparando para o amanhã. “Desde que assumimos, esta diretoria sabia que tinha pela frente uma árdua tarefa de pensar e fazer acontecer uma mudança estrutural no fazer sindical”, explicou. Neste sentido, ela destaca a preocupação da entidade em se reinventar para agregar novos sindicalizados, mas sem deixar de preservar os atuais associados.

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