A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou as apelações dos jornalistas Judith Miller, do New York Times, e Matthew Cooper, da revista Time, por se negarem a testemunhar em um caso relacionado à revelação da identidade de um agente secreto da CIA. Os dois profissionais poderão ser presos por não testemunharem sobre conversas confidenciais com fontes do governo do presidente George W. Bush.
Um tribunal federal do Distrito de Columbia, na capital americana, decidiu que os jornalistas devem testemunhar em uma investigação que visa determinar se os funcionários que revelaram o nome da agente da CIA Valerie Plame o fizeram com pleno conhecimento do fato ou não. O caso poderia ter conseqüências para o futuro da profissão, já que os magistrados decidiram que a Primeira Emenda da Constituição, que garante a liberdade de informação, não cobre o sigilo de fonte.

