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Tambor da Aldeia de julho registra 18 agressões a comunicadores no Brasil e no exterior

Outro destaque é a abertura de canal on-line de denúncias de ataques sofrido pela imprensa no período eleitoral

Desde o início deste ano, seis jornalistas foram assassinados no México. Crédito: Banco de Imagens.

A edição de julho de 2026 do boletim Tambor da Aldeia, produzido e editado pelo jornalista Vilson Romero, diretor de Direitos Sociais e Imprensa Livre da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), identificou 10 ocorrências nacionais e oito no exterior, envolvendo a liberdade de imprensa. Outro registro trata da abertura de canal on-line para denúncias de ataques sofridos pela imprensa na campanha eleitoral, por meio do Observatório da Violência contra Jornalistas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento completo pode ser lido aqui.

No cenário nacional, o repórter Ramon Lisboa e seu cinegrafista, do programa ‘Balanço Geral Bahia’, da Record BA, sofreram ameaças e tiveram uma transmissão ao vivo interrompida em 22 de julho. A equipe fazia a cobertura de um homicídio no bairro de Narandiba e, enquanto o repórter informava que a região onde ocorreu o crime em um cabaré era conhecida pelo intenso tráfico de drogas, um homem ainda não identificado se aproximou da equipe e passou a intimidar os profissionais. Por medida de segurança, ambos deixaram a área. 

Conforme noticiado pelo Coletiva.net, o cinegrafista Carlos Alberto Machado Jr., do Grupo RBS, que acompanhava o repórter Bruno Marsilli, registrou em vídeo uma tentativa de agressão, ao final da maratona NB 42K, em Porto Alegre, realizada em 12 de julho. Testemunhas informaram que o responsável pela agressão seria o organizador da corrida, que teria tentado restringir o posicionamento da equipe da RBS na área destinada aos profissionais de Comunicação. O responsável pelo evento confrontou Carlos Alberto e empurrou o equipamento do profissional. O profissional registrou um boletim de ocorrência (BO). 

No cenário internacional, o jornalista Francisco Alejandro Leyva foi assassinado a tiros em 22 de julho em San Pablo Etla, no centro de Oaxaca, no México. Ele foi diretor da Corporação Oaxaquenha de Rádio e Televisão (Cortv) e, atualmente, analisava os principais acontecimentos de Oaxaca em sua coluna ‘El zumbido del Moscardón’, que compartilhava nas redes sociais. 

Também no México, o jornalista e ativista ambiental Manuel Alejandro Moreno Serna, conhecido como Alex Serna, foi encontrado morto, após desaparecer em 20 de junho, em Zihuatanejo, no estado de Guerrero. O comunicador era conhecido por documentar problemas ambientais, supostos casos de corrupção e conflitos relacionados a projetos privados e autoridades locais. Desde o início deste ano, seis jornalistas foram assassinados no país.

Na Colômbia, o líder comunitário, comunicador e locutor de rádio Jader Durango, membro do coletivo de Comunicação Casup, foi assassinado em 20 de julho numa área rural do município de Tierralta, no departamento caribenho de Córdoba. Com isso eleva-se para 82 o número de assassinatos de líderes sociais, em 2026.

Canal de denúncias

Além disso, o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), abriu um canal on-line para denúncias dos jornalistas e comunicadores sociais que sofrerem violência, intimidação, ameaça ou qualquer outra violação de direitos durante o período eleitoral. O GTE é composto por representantes do MJSP e diversos órgãos do Poder Executivo Federal e organizações da sociedade civil, entre elas a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Instituto Vladimir Herzog (IVH) e a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O acesso ao canal é por meio deste link.

 

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