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Tarso promete transparência e diálogo com a imprensa

Em encontro na Federasul, futuro governador informou que criará a Secretaria da Comunicação

Poucas vezes em sua história a Federasul recebeu tantos jornalistas para uma coletiva de imprensa como a realizada no final desta manhã, quando teve o governador eleito Tarso Genro como palestrante da reunião-almoço Tá na Mesa. Cerca de três dezenas de profissionais ocuparam a sala de imprensa, e na coletiva Tarso respondeu a perguntas durante meia hora. Afirmou que vai manter uma postura aberta e transparente no relacionamento com a sociedade, e para isto terá na área de comunicação uma atuação decidida nesta direção. Encaminhará projeto à Assembleia Legislativa propondo a criação da Secretaria de Comunicação, e adiantou que não tem ainda um nome para seu titular, mas assegurou que deverá ser um profissional com experiência comprovada de gestão e bom relacionamento com a imprensa.

Tarso, que estava acompanhado do assessor de imprensa Guilherme Gomes e secundado pelos publicitários Alfredo Fedrizzi, diretor da Escala, e João Satt, da Competence, enfatizou ainda que estará sempre à disposição dos meios de comunicação “pelo menos uma vez por semana”. Depois, na manifestação aos empresários – que durou 35 minutos e não teve espaço para perguntas ao final –, criticou a imprensa do centro do país por identificar todos os políticos com  corrupção, o que “contribui para afastar os jovens da política”. Para a imprensa regional, elogios: “A nossa imprensa deu exemplo nacional de correção, não fazendo pender seu noticiário para situação ou oposição”.

No discurso, o futuro governador afirmou que uma das dificuldades que terá de enfrentar é o desafio de integrar a sociedade. “Vivemos uma crise de democracia representativa, que é global”, disse. “No primeiro dia de posse começa o processo de legitimização do governante. É preciso quebrar as barreiras burocráticas entre o cidadão e o Estado, o que só será possível com o diálogo social intenso e permanente, que proporcione às pessoas participarem da gestão pública.” Esta participação, acrescentou, pode se dar até mesmo “através de uma rede de tuitagem, que permita uma participação indireta”.

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