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Telmo Flor reflete sobre impactos da IA no Jornalismo em encontro da Nova Coonline

Ao completar 40 anos no Correio do Povo, ele abordou mudanças no consumo de notícias e desafios impostos pelas novas tecnologias

Segundo Telmo Flor, a velocidade das mudanças amplia a ansiedade de empresas e profissionais. - Crédito: Reprodução/YouTube/Nova Coonline.

O jornalista Telmo Flor foi o convidado do episódio mais recente da Nova Coonline, grupo virtual formado por profissionais veteranos da Comunicação e coordenado por José Antonio Vieira da Cunha. Ao completar 40 anos de atuação no Correio do Povo, o diretor de Redação refletiu sobre as transformações do Jornalismo, a adoção da inteligência artificial nas redações e as mudanças no consumo de notícias.

Na avaliação do diretor, a incerteza provocada pela IA se assemelha ao cenário observado com a chegada da internet às empresas jornalísticas. Ele recordou que, na década de 1990, diferentes previsões tentavam antecipar o futuro dos jornais, embora poucos soubessem quais seriam os efeitos concretos da transformação digital.

Agora, conforme Telmo, a velocidade das mudanças amplia a ansiedade de empresas e profissionais. “Há um desejo generalizado de se atualizar, de usar as possibilidades que a IA nos fornece, tanto para a produção de conteúdo quanto especialmente para a distribuição, que é o grande nó da questão do momento”, pontuou.

As novas formas de consumo também estiveram entre os assuntos discutidos. Para o jornalista, a tradição das grandes reportagens convive atualmente com um leitor que busca informações sintetizadas e conteúdos em formatos cada vez mais breves. A necessidade de produzir vídeos curtos para as redes sociais, observou, provoca questionamentos sobre o espaço destinado ao aprofundamento e sobre a finalidade do trabalho realizado pelos repórteres.

Experiência no Correio do Povo

No Correio do Povo, as ferramentas de IA são utilizadas como apoio, com supervisão dos profissionais. “Estamos tomando algumas iniciativas, principalmente com cuidados éticos que preservem a nossa marca e a nossa maneira de fazer Jornalismo. Mas, sim, estamos aderindo à IA como ferramenta e não como produto final de trabalho. Algumas coisas já são inevitáveis”, argumentou.

O diretor ainda chamou atenção para a necessidade de preservar a origem das informações e a autoria dos conteúdos. Para ele, o uso de materiais sem identificação da fonte contraria princípios básicos da profissão. “Acho que a diferença entre nós e qualquer um que possa transitar no mundo da IA e da internet é que a gente sempre trabalha com fontes legítimas”, declarou.

Confira o episódio:

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