O propósito de buscar o resgate e a dignidade do jornalista foi o que levou José Nunes a colocar seu nome, mais uma vez, à disposição da categoria. Ele concorre como vice-presidente regional na chapa única da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), cuja eleição irá ocorrer nos dias 16, 17 e 18 deste mês. Também estão na nominata ‘Audálio Dantas – FENAJ em defesa dos jornalistas, do jornalismo e da democracia’ os gaúchos Celso Schroeder, no departamento de Relações Internacionais, e Milton Simas, no Conselho Fiscal.
Em entrevista ao Coletiva.net, Nunes informou que, sob a liderança da atual presidente, Maria José Braga, que encabeça a chapa, a proposta é chamar a atenção dos jornalistas brasileiros, não só nas questões da luta de classe, mas também nos aspectos sociais. “Meu planejamento não ficará muito além daquilo que planeja a direção como um todo. É um avanço importante para a resistência e o enfrentamento à retirada de direitos sociais e trabalhistas, às constantes ameaças às liberdades de expressão e de imprensa e ao estado democrático de direito”, citou.
Caso eleito, esta será a segunda vez do jornalista no cargo de vice-presidente regional. Outra luta, segundo ele, será pela volta da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. “Lembro muito bem do dia 17 de junho de 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF), capitaneado na época pelo ministro Gilmar Mendes, deu fim à obrigatoriedade do diploma. Com certeza, esse foi o maior retrocesso no que diz respeito à organização de uma categoria profissional”, lembrou.
Nunes comentou que, nos seus últimos anos como presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors), conseguiu aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Jornalistas, que garantia a volta da obrigatoriedade. Aprovada, a proposta foi para a Câmara Federal, porém, até agora, não foi levada à votação. “Espero que até o final do nosso mandato os nossos deputados federais, como já disseram os senadores em 8 de agosto de 2012, digam que é, sim, necessário o diploma de Jornalista para o exercício da profissão. Este, sem dúvida, é um dos motivos para seguir na militância.”
Sua ideia, se a chapa ganhar, é trabalhar de forma a agregar todos os profissionais. “Tenho a certeza de que, com o auxílio dos presidentes do Sul, vamos, mais uma vez, fazer um grande trabalho à frente dessa regional”, afirmou. Conforme estabelece o artigo 21 do estatuto da Fenaj, é de competência das Vice-presidências Regionais incentivar, organizar e coordenar ações da entidade nas respectivas regionais; promover reuniões e atuar junto aos sindicatos de sua região. Como VP regional, Nunes também elaborará um relatório anual e programa de trabalho para o ano seguinte. “Esse será o meu papel e acredito que darei conta dessas atribuições.”
Ao portal, Simas disse que se colocou à disposição pelo fato de acreditar na Fenaj e entender que a entidade nacional também passa por um momento complicado no que se refere ao financeiro. “Como serei tesoureiro no Sindjors, poderei contribuir para ambas as instituições”, comentou. Schroeder, por sua vez, informou que lutará pela defesa intransigente do jornalismo e do jornalista. “Vou continuar na trincheira e lutar por um jornalismo ético e técnico”, prometeu ele, que dirigiu a Fenaj por dois mandatos.
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