Na manhã desta terça-feira, 4, no Instituto Caldeira, a agência Paim United Creators promoveu uma nova edição do Paim Talks, com o fundador da The Brand Academy, Tiago Pinto. O painel, intitulado de ‘Copa de 2026 como aprendizado para o Brasil 2027: a oportunidade do futebol feminino!’, abordou estratégias que se destacaram na Copa do Mundo de 2026, além exemplos de marcas que proporcionaram experiências aos seus consumidores. Na ocasião, o profissional apresentou reflexões sobre como o Brasil pode se inspirar e aproveitar as oportunidades geradas pela realização da Copa do Mundo Feminina do próximo ano.
Uma das afirmações que permeou o encontro foi a de que a Copa já começou, mas ainda há tempo para as marcas se prepararem e estruturarem estratégias capazes de aproximar a experiência do consumidor. Conforme Tiago, a Copa não é apenas um evento esportivo, mas uma celebração que oferece um pretexto para socialização, celebração e expressão do orgulho nacional. O palestrante também destacou que o esporte apresenta diversas oportunidades de atuação para as marcas, especialmente no gênero feminino.
Nesse contexto, segmentos como esportes, moda, beleza e personal care podem aproveitar o momento para fortalecer conexões com o público. Tiago também apresentou dados relacionados à Copa do Mundo , destacando que, nos Estados Unidos, a final alcançou 60 milhões de telespectadores e mais de seis milhões de ingressos vendidos durante o torneio. Para ele, o evento mobiliza marcas de diferentes setores, uma vez que a Copa vai além do público que consome com mais frequência os conteúdos sobre futebol.
Ações durante o evento esportivo
Na visão do painelista, os maiores destaques foram marcas e organizações que colocaram o torcedor no centro das estratégias, citando exemplos como Levi’s, Adidas, Hugo Boss, Norwegian Air, Lego, McDonald’s e Fox. No caso da Lego e do McDonald’s, o fundador destacou que o sucesso das ações foi resultado de uma preparação antes do começo do evento.
Por outro lado, as marcas que saíram perdendo foram as que não focaram no consumidor como centro das estratégias, não pensaram na execução ou até mesmo os que se esconderam e preferiram ignorar o campeonato. De acordo com Tiago, as oportunidades estão em construir histórias que fazem sentido para a marca, atuar de forma autêntica, criar memórias para o público, se posicionar e vender.

Tiago Pinto é fundador da The Brand Academy. Crédito: Coletiva.net
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem do Coletiva.net, Tiago respondeu ao questionamento sobre como as agências podem trabalhar junto às marcas para que a Copa do Mundo gere resultados para além do período do evento. De acordo com ele, como a Copa já começou, este é o momento para que agências, clientes e criadores se reúnam para planejar estratégias, compreender o cenário e identificar o público.
“Para as marcas que queiram construir uma relação duradoura com os consumidores por meio da Copa do Mundo, o principal é entender o consumidor e trazer um benefício, demonstrando o seu valor durante aquele período”, disse o painelista. Segundo ele, uma vez estabelecida essa conexão, não há motivo para que ela acabe com o encerramento da Copa do Mundo.
Para Tiago, o Mundial é um momento de maior atenção e engajamento das pessoas com o evento, que pode possibilitar com que as marcas se apresentem, conectem e mostrem o seu valor para o consumidor. “Mas a Copa do Mundo não termina quando a competição se encerra. É muito mais uma oportunidade de estabelecer o diálogo e relação, que pode permanecer se bem trabalhado ao longo do tempo”, completou.

