Mais uma entidade representativa da Imprensa considerou 2006 como um dos piores anos para os jornalistas. O IIP (Instituto Internacional de Imprensa) registrou em seu relatório anual o ano passado como o “mais brutal”, com 100 profissionais assassinados no mundo todo. Fundada em 1950, nos Estados Unidos, a organização existe em 120 países e denuncia a impunidade de crimes contra jornalistas. Relatórios de OEA (Organização dos Estados Americanos), RSF (Repórteres sem Fronteiras) e WAN (Sigla em ingês para Associação Mundial de Jornais) já registravam 2006 como o ano mais perigoso para o exercício da profissão.
“Os representantes da Imprensa são as vítimas constantes das ações dos esquadrões de morte que tentam reduzi-los para silenciar as vozes que se levantam”, declara o anúncio. Somente no Iraque ocorreram 46 assassinatos. O país também registrou um número recorde de seqüestros de jornalistas, tornando-se o mais perigoso para o exercício da profissão. Segundo o IIP, apenas dois mortos eram estrangeiros, os demais, iraquianos.
O documento indica que, no Líbano, a guerra civil prejudica uma mídia mais atuante e em países como Líbia, Arábia Saudita e Síria a liberdade de imprensa “praticamente inexiste”. Leis restritivas também sufocam a imprensa no Zimbabwe e na Etiópia, onde jornalistas “são perseguidos e ameaçados”. Na Europa, o assassinato ainda não esclarecido da jornalista Anna Politkovskaya é visto como símbolo dos “perigos em produzir reportagens na Rússia”. Desde 1997, o IIP registra 43 jornalistas assassinados no país. A liberdade é considerada frágil ainda na Oceania.
Afeganistão, Paquistão, Filipinas, México e Sri Lanka são outros países citados como “péssimos para a imprensa”. O México é considerado o segundo país mais perigoso do mundo, com sete dos 17 assassinatos nas Américas. Além da prisão de 25 jornalistas em Cuba, o continente também tem problemas na Venezuela. Segundo a organização, o governo do país restringe a imprensa local. Os recentes problemas legais de jornalistas que protegem suas fontes nos Estados Unidos também são citados pela entidade como uma grave ameaça ao Jornalismo do país.

