Transparência nas práticas administrativas e financeiras é a certeza que serão agregados valores e reduzidas às possibilidades dos executivos produzirem resultados fantasiosos para atingirem metas. Essa foi a defesa da presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Sandra Guerra, ao falar sobre o tema ‘Governança Corporativa que cria valor: um processo em evolução’, na edição desta quarta-feira, 8, do evento Tá na Mesa, promovido pela Federasul.
Para a executiva, divulgar números é uma forma que agrega vantagens para informar o andamento dos processos e estabelecer a relação com o plano estratégico. “É preciso apresentar um olhar a longo prazo para os investidores, acionistas, assim como os demais públicos envolvidos com a corporação”, definiu a presidente do Conselho de Administração ao argumentar que a governança corporativa é uma ferramenta de alinhamento entre os empresários e aqueles que recebem as delegações.
Sandra também sugeriu uma mudança na cultura empresarial. “Ainda existe muitas (empresas) que praticam o modelo presidencialista quando na verdade é preciso avançar de uma forma construtiva”, apontou. Ela defendeu a modernização das Assembleias como um grande momento de diálogo para garantir a participação dos conselheiros da administração de forma independente para avaliar as metodologias adotadas e os resultados.
A palestrante ainda destacou que as empresas familiares precisam definir o que é patrimônio da empresa e o que é da família esclareceu que as empresas familiares estão aderindo à governança corporativa e participando mais de cursos e seminários que tratam da temática. Ela informou que o Rio Grande do Sul escreveu o primeiro capítulo da Governança Corporativa ao se interessar pelo assunto: “Hoje os primeiros resultados começaram a aparecer com a transparência adotada”.
Sobre penalidades e multas, a presidente do IBGC frisou que é preciso seguir as regras expressas no modelo regulatório brasileiro e que a sociedade deve ser menos tolerante com as práticas inadequadas. Ao finalizar sua palestra, Sandra enfatizou que é necessário um novo olhar que vise à integração da governança para que seja atingido um plano de economia sustentável.


