Nesta quinta-feira, 25, comemora-se o Dia do Rádio. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento de Roquete Pinto, considerado o “Pai do Rádio Brasileiro”. Em 1923, ele fundou a primeira emissora do País, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Era uma fase experimental do veículo, sem grandes avanços tecnológicos.
A primeira transmissão radiofônica no Brasil, no entanto, já havia ocorrido no ano anterior, na comemoração do centenário da independência brasileira. Na ocasião, uma estação de rádio foi instalada no Corcovado, no Rio de Janeiro, para a veiculação de músicas e do discurso do então presidente Epitácio Pessoa.
Nestes 85 anos, muita coisa mudou, desde as interferências e ruídos dos primeiros aparelhos de rádio – pesados, enormes e à válvula – aos pequenos, leves e modernos rádios de transistores. A década de 1950 foi marcada pela consolidação do veículo como meio de comunicação. Em 1968, surgiram as primeiras emissoras FM, com freqüência modulada.
“São muitas as lembranças que nos fazem refletir sobre o desenvolvimento tecnológico promovido pelo ser humano”, declara o presidente da Diretoria da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), Roberto Cervo Melão. Ele relembra que, na década de 50, o rádio era a principal fonte de informação e as vozes dos radialistas disputavam a atenção e o respeito do público. “O rádio, em fração de segundos, é capaz de alertar uma cidade, um estado e até uma nação, sobre qualquer situação. O rádio é companheiro permanente do cidadão. Neste Dia do Rádio deixo, a todos os radiodifusores, um abraço carinhoso”, completa Melão.
Estranhamente, a instituição máxima das emissoras de rádio no Brasil, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), não registra, em seu site, qualquer manifestação.


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