Ao participar como palestrante da reunião-almoço da Federasul nesta quarta-feira, 20, o presidente da Federação Unimed/RS, Nilson Luiz May, revelou que a empresa propôs no Comitê de Saúde do Conselho Estadual de Desenvolvimento um modelo de parceria público-privada à Central de Transplantes, com o objetivo de agilizar o transporte de órgãos doados. “Um grande problema é buscar os órgãos doados e nós, por exemplo, temos a Uniair”, afirmou, referindo-se à empresa de táxi aéreo do sistema Unimed.
May lembrou que o Sistema Unimed no Rio Grande do Sul dispõe de cerca de 100 ambulâncias e três aviões, que poderiam ser utilizados nesses casos de transplante. Segundo ele, a proposta de parceria público-privada com a Central pode ser levada às demais operadoras de saúde. O dirigente salientou que o sistema público de saúde enfrenta problemas históricos decorrentes de “um processo mal gestionado” e que fez com que a municipalização da saúde virasse “prefeiturização”, como demonstram todos os dias os veículos com placas do interior que ficam estacionados no entorno dos principais hospitais de Porto Alegre. Uma das alternativas, na sua opinião, seriam as parcerias público-privadas.
Antes, ao saudar o palestrante, o presidente da Federasul, Ricardo Russowsky, salientara que debater a saúde leva a uma reflexão sobre o atendimento e os procedimentos disponíveis à população. “Sabemos que o País, o Estado e os municípios ainda não conseguiram os níveis desejáveis de atendimento à população”. Observou que neste contexto onde a saúde pública vai mal, “ganham robustez os serviços de saúde privados cuja lista de brasileiros inscritos cresce a cada dia. No entanto, um grande número da população ainda depende do atendimento público”.


