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Unisinos participa de projeto de implantação da TV Digital no RS

Instituição apresentou resultados de estudo para o desenvolvimento do sistema de televisão digital

O papel da Unisinos para o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) foi muito importante. A constatação é do analista da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), André de Castro Pereira Nunes, após visitar a instituição de ensino na manhã desta quinta-feira, 3, para conhecer os resultados dos Projetos de Codificação e Decodificação de Sinais e Camada de Transporte. A equipe da TV Digital, liderada por Arthur Gómez, apresentou os projetos no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Aplicada (Pipca), conduziu uma visita aos laboratórios e, por fim, demonstrou os resultados na sala de TV Digital da Unisinos. 

“Estudar o problema, desenvolver a solução tecnológica e chegar perto de um protótipo industrial. A Unisinos cumpriu todas essas etapas”, avaliou. A universidade está envolvida no projeto desde 2001. Após participar da primeira fase do SBTV com dois projetos, foi selecionada para tocar os temas de camada de transportes (forma como as informações são transportadas pelo sistema) e codec (codificador e decodificador) na segunda fase, de implantação. Nela, os trabalhos foram desenvolvidos já de acordo com o modelo japonês, padrão cuja principal característica é a mobilidade – levará mais facilmente a TV Digital para os aparelhos celulares, por exemplo.

Atualmente, já existe transmissão digital em algumas estações experimentais, como a da Unisinos. Mas a implantação total do sistema só deverá ser concluída entre 15 e 20 anos. Alguns assinantes de TV a cabo já recebem o sinal digital em casa, que tem qualidade de imagem e som altamente superior ao do analógico. No entanto, ainda não experimentam a interatividade, uma das características da TV Digital brasileira. “Com um teclado acoplado ao televisor, será possível acessar a Internet, receber e-mails. O sistema nasce no Brasil para promover a inclusão digital”, ressalta Arthur. As transmissões até agora são feitas em mpeg2, que tem limitações. No futuro, serão em mpeg4. 

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