A passagem do Dia da Liberdade de Impostos nesta sexta-feira, 25, é marcada por campanha da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), que envia para entidades filiadas adesivos sobre a iniciativa. “Se a carga fiscal fosse menor, o lojista venderia em maior quantidade, o consumidor teria um melhor uso do seu dinheiro e o governo poderia, inclusive, arrecadar mais, uma vez que o bolo tributário aumentaria”, argumenta o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.
A data é alusiva ao dia simbólico em que o trabalhador brasileiro conseguiu dar conta do pagamento de impostos, ou seja, desde 1º de janeiro até o dia referido, toda a renda das famílias brasileiras foi direcionada ao pagamento de tributos. O economista da FCDL-RS, Eduardo Starosta, comenta os benefícios que o País poderia ter com uma redução na carga tributária: “Hoje, a margem de impostos beira os 40%. Se essa carga fosse dez pontos percentuais menor, o que ainda assim seria significativo, o Brasil estaria certamente crescendo a índices parecidos com o da Índia”, defende.
O economista completa explicando que o Brasil está vivendo um grande momento e uma oportunidade para repensar internamente sua estrutura econômica. “A Presidente da República, Dilma Rousseff, tomou uma atitude corajosa ao impor condições para reduzir a taxa de juros. Porém, é preciso um outro fator que se chama Reforma Fiscal, com redução de impostos e melhoria da dinâmica da economia, não mais onerando de forma tão impactante os contribuintes”, conclui.

