A edição mil do programa Tá na Mesa, da Federasul, abordou o papel da imprensa para a sociedade. Do encontro, que ocorreu nesta quarta-feira, 29, participaram Carlos Toillier (SBT-RS), Guilherme Kolling (Jornal do Comércio), Mário Gusmão (Grupo Sinos), Marta Gleich (Grupo RBS), Paulo Sérgio Pinto (Rede Pampa), Reinaldo Gilli (Grupo Record RS) e Sérgio Cóssio (Grupo Bandeirantes). Todos eles defenderam a ideia de que veículos de comunicação devem ter liberdade, mas sem esquecer a credibilidade.
O debate se iniciou com uma provocação da presidente da Federasul, Simone Leite, que lembrou um caso quando uma frase sua foi tirada de contexto em um título de matéria. Sobre isso, Marta logo se manifestou, defendendo que distorcer a verdade é um mau jornalismo e que é equivocado descontextualizar uma informação.
Na sequência, o grupo foi questionado sobre notícias que mais chamam atenção do público, se são os bons exemplos ou tragédias. A indagação foi respondida por Marta com outra pergunta: “O erro está no meio jornalístico ou no jeito que o ser humano é?”. E acrescentou: “Nosso papel é puxar a brasa para o que é importante para a sociedade”. Cóssio, por sua vez, sustentou que o que importa é a qualidade da informação, não a quantidade.
A Reforma da Previdência entrou no debate, uma vez que a Federasul lançou uma campanha a favor do movimento. Simone Leite perguntou aos convidados sobre como a mídia vem abordando o assunto. Paulo Sérgio assumiu o microfone e disse que a imprensa livre e isenta não vai deixar de noticiar, porém, deve cuidar o que chamou de exagero. Kolling concordou e acrescentou que “notícia é notícia e não tem discussão”.
Por um momento, o público foi convidado a assistir ao vídeo da campanha elaborada pela Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), em combate à violência. A ação foi desenvolvida em conjunto com os veículos de comunicação com o objetivo de demonstrar como cada sujeito da sociedade pode colaborar para combater este problema social. Depois, Gilli falou sobre a diferença entre sensacionalismo e realismo. “Muitas vezes, as pessoas confundem esses dois fatores. Há que ter cuidado”, alertou.
O final do encontro foi marcado pelo pronunciamento de Cóssio, que, quebrando o protocolo, falou a respeito de sua despedida da Band RS. Emocionado, ele explicou os motivos que o levaram a tomar a decisão e agradeceu a recepção de todos que o acolheram ao longo dos pouco mais de dois anos que ficou na empresa. “A sensação é de dever cumprido”, finalizou.
Confira também: Rádio Guaíba, Correio do Povo, Rádio Grenal, TV Pampa, Band TV, Diário Gaúcho.

