A revista Veja que chegou às bancas neste fim de semana traz uma matéria chamando a atenção para o atual momento vivido pelo rádio no país. “Campeão de audiência entre os jovens, o veículo retoma o prestígio de outros tempos, registra a revista, com base nos novos números conhecidos: “O rádio está presente na casa de nove em cada dez brasileiros, é influente na cultura e na política, tem enorme apelo sobre os jovens e ultimamente renovou sua capacidade de revelar estrelas para o showbiz”. Veja cita o Ibope, segundo o qual mais pessoas sintonizam o rádio do que assistem a televisão diariamente na Grande São Paulo – “um quadro que se repete na maior parte das metrópoles brasileiras”.
A revista acrescenta que o número de emissoras não pára de crescer no país: são mais de 6 mil, soma inferior apenas à dos Estados Unidos. Numa pesquisa recente com jovens de todo o Brasil, 89% apontaram o meio como sua segunda fonte de entretenimento, logo atrás da TV e à frente dos encontros com os amigos. Isso de segunda a sexta. Nos fins de semana, a situação se inverte: os jovens preferem ouvir rádio a ver televisão. A popularidade com a garotada explica, em boa medida, por que o rádio recupera o seu prestígio e volta a fazer estrelas.
A reportagem registra que o rádio atrai a atenção especialmente de políticos, e cita o ex-governador fluminense Anthony Garotinho e o senador gaúcho Sérgio Zambiasi, como exemplo. Mostra ainda que a tendência atual é a segmentação, e alerta que o problema ainda está no faturamento, que estagnou na casa dos 4% do bolo de recursos de publicidade. Para superar esta desvantagem, as emissoras vêm buscando uma nova estratégia, que é a formação de grandes redes. As maiores delas, segundo a revista, são a Gaúcha Sat, a Jovem Pan e, mais recentemente, a Bandeirantes, que controlam mais de 100 rádios cada uma.

