Todos, agências de propaganda e veículos, estão lamentado a transação revelada ontem, confirmando que a rede norte-americana Wal-Mart adquiriu as operações comerciais do grupo português Sonae no Brasil. Conhecido por praticar uma dura política de preços baixos à custa de exaustivas negociações com os fornecedores, o grupo norte-americano também não é, paradoxalmente, considerado um bom anunciante. Prefere dedicar boa parte da verba publicitária a ações de no-mídia, e os veículos locais já tiveram nos últimos dias uma prévia das dificuldades que encontrarão. Foram procurados pelas agências que atendem às marcas do grupo Sonae (QG, para o BIG, e Paim, para o Nacional) e receberam a informação de que a mídia para 2006 está garantida até junho, nos mesmos níveis praticados em 2005.
A partir daí, ninguém sabe o que acontecerá de julho em diante. Paim e QG não se manifestam oficialmente sobre o assunto, mas em São Paulo a Thompson, que administra as verbas da Wal-Mart no Brasil, já considera que as contas destas duas bandeiras de supermercados serão suas em breve.

