Conforme a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas do comércio varejista do Rio Grande do Sul, em setembro, apresentou crescimento de 1,66% em relação a agosto, na série sazonalmente ajustada. Dentre os setores, as maiores altas ficaram por conta do setor Alimentício (3,62%), seguido de outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,43%) e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (1,38%).
Em sentido oposto, dois setores apresentaram queda no volume de vendas: Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,09%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,28%). Ainda, considerando o varejo ampliado, o setor de Material de construção apresentou crescimento de 1,62%, enquanto o volume de vendas de Veículos, motos, partes e peças caiu 3,95%. Dentre os fatores que explicam o bom desempenho do comércio, destaque para o aumento da massa salarial, manutenção da confiança do consumidor em patamar elevado e disponibilidade de crédito a taxas de juros menores.
De acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Emprego, também divulgada pelo IBGE, a massa salarial real teve crescimento superior a 11,6% entre setembro de 2009 e setembro de 2010. Já a confiança do consumidor, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas, vem crescendo a nove meses consecutivos e em outubro atingiu o maior nível da série histórica, 123 pontos, na série livre de efeitos sazonais. Ainda, cabe ressaltar o aumento do crédito, que em setembro de 2010 alcançou 46,7% do Produto Interno Bruto, enquanto que, para o mesmo mês em 2009 representava 43,9%, ou seja, aumento de 2,8 pontos percentuais. Contribuíram para a expansão do crédito, as condições mais favoráveis da taxa de juros.
Conforme os consultores da Fecomércio o volume de vendas do comércio deve fechar o ano com crescimento próximo a 10%. Dentre os fatores que devem continuar impulsionando o bom desempenho, destaque para a permanência dos juros em patamares baixos, o que facilita a tomada de crédito pelos consumidores; o baixo desemprego e o crescimento da massa salarial. Embora a massa salarial real apresente elevação até o final do ano, se espera uma desaceleração de seu crescimento, influenciada pelo aumento da inflação, principalmente em produtos alimentícios. Ainda, é necessário levar em consideração a confiança elevada por parte dos consumidores, reflexo da situação financeira atual, o que acaba contribuindo para esta estimativa.



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