Conforme um levantamento feito pela assessoria do Senado, 62 jornalistas de 13 países se credenciaram para realizar a cobertura da sessão de julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff. Do montante apurado, há na capital federal 12 canais de televisão, seis jornais impressos, cinco agências de notícias, três emissoras de rádio e uma revista. Desse total, não estão inclusos os veículos internacionais que cobrem diariamente o Congresso.
Os repórteres da Alemanha, Argentina, China, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Japão, Portugal, Catar, Reino Unido, Turquia e da Venezuela estão concentrados em um auditório específico do Senado. No local, os profissionais têm acesso à internet e telefones, água e um telão que transmite a sessão de julgamento ao vivo.
Em um momento de seu pronunciamento, Dilma criticou a mídia em relação ao modo com que expuseram o seu processo de impeachment. “Trata-se de ação deliberada que conta com o silêncio cúmplice de setores da grande mídia”, declarou. Na ocasião, também reprovou o comportamento do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Todos sabem que este processo de impeachment foi aberto por uma ‘chantagem explícita’ do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como chegou a reconhecer em declarações à imprensa um dos próprios denunciantes”, acrescentou.

