Mesmo faturando R$ 45,8 bilhões em 2014, a indústria gráfica brasileira teve queda de 2% em produção física em relação ao ano anterior. Mesmo com a diminuição, o setor teve uma performance melhor do que a média da indústria de transformação, que registrou queda de 4,3% na mesma comparação. Neste ano, no entanto, há previsão de que o quadro se inverta, com a produção gráfica decrescendo 7,5%, enquanto a indústria de transformação deve diminuir 5%.
No ano passado, exportações do setor cresceram 3,8% e as importações diminuíram 10%, mas ainda restou um saldo negativo de US$ 204,2 milhões. A expectativa é de que a alta do dólar favoreça em médio e longo prazos as vendas externas do setor, embora, no momento, dificulte a compra de insumos e a realização de investimentos em equipamentos gráficos (em 2014, houve queda de 17% em relação aos investimentos feitos em 2013). Estados Unidos, Venezuela e Uruguai foram os principais compradores do produto gráfico nacional, participando, respectivamente, com 13%, 11% e 10% das exportações do setor. Na outra ponta, China, Estados Unidos e Suíça responderam, respectivamente, por 24,8%, 9,4% e 7,6% das importações de itens gráficos do País.
No primeiro semestre deste ano, segundo indicadores da Confederação Nacional da Indústria, o setor de impressão e reprodução teve queda de 5,1% nas vendas reais em relação aos seis primeiros meses de 2014. Na mesma comparação, as vendas reais da indústria de transformação caíram 7%. O emprego no setor gráfico, por sua vez, encolheu 5,7%, enquanto as horas trabalhadas recuaram 3,3% e a massa salarial 8,8%.

