A violência contra profissionais de imprensa cresceu 27% no último ano. Agressões, ataques, assassinatos, ameaças, detenções, intimidações, censura e condenações, relacionados ao exercício da profissão, somaram 173 casos, contra 136 episódios identificados no período anterior. As informações são da edição mais recente do Relatório sobre Liberdade de Imprensa, da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), produzido com base em dados de outubro do ano passado até este mês.
O relatório aponta a ocorrência de 66 agressões, sem contar com os casos ocorridos durante as manifestações na Copa do Mundo. Nesse período, foram contabilizados 35 casos de violência contra profissionais e veículos de comunicação. Desse total, 30 registros são de agressões e intimidações, a maioria cometida por manifestantes e policiais militares. O número de ataques ao patrimônio de veículos de comunicação chegou a 15 no último ano, cinco a mais que no período anterior. Sedes de rádios e de jornais, além de automóveis, foram incendiados ou depredados.
Também foram registrados sete assassinatos de profissionais da imprensa. Segundo a Abert, depois da morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, o governo reforçou as medidas para a segurança de jornalistas durante as manifestações, mas os equipamentos de proteção individual, como coletes à prova de balas, capacetes e máscaras antigás não fizeram parte do dia a dia das equipes.

