O relatório apresentado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), nesta semana, preocupa a Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão (Fenaert), que considera o crescimento de 17,52% nos casos de violência contra jornalistas, em 2016, no Brasil, uma afronta à liberdade de expressão. “É extremamente grave e precisa ser fortemente combatido não só pelas entidades representativas do setor, mas por todos os poderes do Brasil”, afirma o presidente da entidade, Guliver Leão.
Para o dirigente, estes são fatos que ferem a liberdade de expressão, que é um direito protegido pela Constituição. A entidade entende que um país que defende o respeito à democracia não pode compactuar com a brutalidade contra aqueles que trabalham pelo direito de informar. “Aqueles que querem calar a imprensa e tentam impedir seu trabalho, especialmente por meio da violência, caminham na contramão de uma sociedade livre e democrática”, argumenta Guliver.
De acordo com o levantamento da Fenaj, 161 casos de violência foram registrados no ano passado. Em 2014, a entidade contabilizou 129, assim como em 2015. Dois jornalistas foram mortos no País no ano passado.


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