Pela primeira vez na Web Summit, a pesquisadora de tendências da Renner, Bruna Togni de Oliveira, voou de Porto Alegre para Lisboa, a fim de acompanhar novidades relacionadas não só à tecnologia, mas também ligadas ao comportamento, sempre em busca de tendências. Da mesma forma, sua conterrânea Bianca Dallegrave – diretora de Inovação da Bergamotta Labs, sistema de Inovação da Grendene – fez questão de estar em Portugal para ver de perto o evento: “Viemos em duas pessoas do time para buscar inspiração e conexões com o ecossistema, principalmente startups”.
A imersão no universo das startups e suas novas ideias foi o motivo que trouxe também a consultora independente especialista em comportamento e estratégia Mariana de Luca e a pesquisadora Mariana Baldi à Web Summit. “Vim para a conferência para ficar imersa no universo de tecnologia e startups e ampliar meu conhecimento sobre quais direções estamos coletivamente caminhando. Também conhecer iniciativas e pessoas, além de ter uma experiência pós-pandêmica para ver como seria um grande evento”, explica De Luca, que veio de Barcelona, onde vive atualmente, para participar da Summit.
Baldi destaca também o networking que o evento proporciona e que isso é mais uma motivação para participar. “É possível fazer uma curadoria a partir de interesses e conhecer pessoas de todo o mundo. É ótimo para trocar conhecimento, ter novos contatos de trabalho, é um outro jeito de aprender. Essa experiência vivencial é muito importante para o aprendizado”. Vivendo em Lisboa há quatro anos, a especialista em pesquisa de comportamento ficou surpreendida positivamente com as iniciativas ligadas ao impacto social, para combater problemas mundiais que viu nestes quatro dias de evento.
Bruna concorda que esta edição da Web Summit trouxe um recorte muito voltado para movimentos tangíveis, com impactos verdadeiros. “Achei interessante como as falas estão muito direcionadas para a ação, em termos de diversidade e de construção de comunidades. Além disso, as falas de mulheres da área de tecnologia – tanto palestrantes, líderes e executivas, quanto visitantes – trazem uma visão de futuro empoderadora e realmente muito instigante para todo esse cenário tão dominado por homens”, comenta.
Todas as entrevistadas concordam que o evento, por toda a sua magnitude, poderia ser organizado de forma diferente. “É difícil ter uma noção integral da Web Summit, entender tudo. Consegui assistir a uns cinco eventos em média por dia, mas fica a sensação de que não vi tudo”, aborda Baldi. As palestras foram percebidas pelas profissionais como um pouco superficiais, pois os 15 minutos reservados para os speakers e perguntas acabam sendo pouco tempo para aprofundar os temas. “Para mim, as conversas com as startups e os espaços de pitchs foram os mais interessantes”, comenta Bianca. Baldi e De Luca também sentiram que as mesas-redondas, por exemplo, foram locais de mais conexão, troca e aprendizado do que as grandes palestras.
Sobre a Web Summit:
Criada em 2009 em Dublin, na Irlanda, a primeira edição da Web Summit contou com cerca de 400 participantes, e uma década depois este número saltou para 70 mil. O megaevento mudou-se para Lisboa em 2016 e permanecerá na capital portuguesa até 2028. Após a edição virtual no ano passado, devido à pandemia do novo coronavírus, a conferência retoma o formato presencial com público de 42,7 mil pessoas de 128 países, além da presença de 748 palestrantes, 1,5 mil jornalistas, 1.519 startups e 872 investidores. Pelo quinto ano consecutivo, Coletiva.net acompanha a Web Summit. Em 2021, a cobertura em tempo real tem apoio da DO IT Plus e será realizada pela jornalista Cleidi Pereira, correspondente do portal em Lisboa, e pela publicitária Cristina Fernandes Hentschke.

