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Yeda dá explicações sobre o “acordo de risco” com GAD

Em entrevista à Rádio Gaúcha, governadora afirmou que o governo não falha na comunicação

Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, na manhã desta quinta-feira, 29, a governadora Yeda Crusius comentou a polêmica envolvendo o “acordo de risco” com o GAD Branding & Design. Questionamentos sobre valores e forma de contrato e informações desencontradas motivaram o debate sobre a construção de uma nova marca para o Executivo, que, conforme Yeda, dirá tudo sobre o gaúcho. “Quero compartilhar com todos os gaúchos tudo o que foi feito de bom e de bem.”

Segundo ela, o primeiro contato com o arquiteto e sócio-fundador da empresa, Luciano Deos, foi feito em dezembro. “As pessoas precisam acreditar que tem gente que simplesmente se apaixona pelo projeto de desenvolvimento do Rio Grande do Sul. O Luciano disse que a comunicação da identidade desse governo é desafiante”, afirmou. “Não existe nenhum papel assinado. Eu fico impactada como se discute o que não existe”, completou Yeda.

A governadora disse se sentir madura para ir buscar uma proposta de comunicação para a sociedade. “Porque fui buscar um upgrade, estou pagando. E estou pagando publicamente por algo que não existe! O contrato de papel não existe. Para o gaúcho, o que existe é a palavra e a palavra entre nós era uma palavra com profundo desafio de comunicação pública. Não era governamental.” Questionada pelos jornalistas André Machado e Rosane de Oliveira sobre a afirmação de que contrato seria custo zero para o Estado, Yeda respondeu que o GAD não trabalharia de graça, mas que faria o preço “depois da definição do objeto”. 

Outro aspecto abordado na entrevista foram os problemas da comunicação no Palácio Piratini, que, de acordo com a governadora, ocorrem “quando não atinge o povo, quando atinge somente alguns segmentos e, com eles, algumas opiniões”. Defendeu com veemência que seu governo não falha nessa área e que o ponto a ser aprimorado é apenas a técnica. “Nós não falhamos em comunicação. Existe uma tese que diz que a gente é bom em gestão e ruim em comunicação. Isso não é verdade! Em negociação, tudo o que foi importante, que não dependeu de uma opinião, foi conseguido. No campo da comunicação, o que acontece é que cada vez que se tem um fato positivo, sobre ele se coloca um fato negativo e, por todas as razões sabidas, o fato negativo é que ganha mais espectro junto à comunidade”, disse. 

Para Yeda, a comunicação deve possuir uma técnica permanente e contínua, que não diz respeito somente à governadora. “Os secretários, os vinculados, os cargos de confiança têm que ter uma informação permanente trocada dentro do governo para poder comunicar o que eles estão fazendo. Isso é bom para eles!” Citando como exemplo a plataforma de comunicação de empresas atendidas pelo GAD, como a Gerdau e a Petrobras, Yeda explicou: “A plataforma é uma linguagem que o próprio governo – e não apenas a governadora – seja capaz de transmitir na conversa no cafezinho, na viagem que faz no verão ou no inverno, no enfrentamento de uma dificuldade, na celebração de um ato positivo… Isto é uma técnica! E não deu tempo de construir num governo que em dois anos fez muitas mudanças”.

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