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Zeca Honorato destaca papel das sabatinas e das redes na estratégia de campanha

Coordenador de Marketing de Marcelo Maranata, candidato ao governo do Estado, afirma que entrevistas em TV ajudam a alcançar eleitores fora das bolhas políticas

Zeca Honorato coordena a campanha do candidato Marcelo Maranata (PSDB). - Crédito: Divulgação/TVE.

Para Zeca Honorato, coordenador de Marketing da campanha de Marcelo Maranata (PSDB) ao governo do Rio Grande do Sul, a participação em sabatinas de televisão aberta representa uma oportunidade estratégica para ampliar o alcance da candidatura e dialogar com eleitores que não acompanham ativamente o cenário político nas redes sociais. Durante entrevista após a sabatina realizada pela Record Guaíba, ele destacou a importância de alcançar públicos fora das chamadas “bolhas políticas”.

“A gente tem hoje o Rio Grande do Sul como o Estado menos interessado na eleição e o Estado mais indeciso do Brasil”, comentou Honorato. Segundo ele, uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu o voto, o que torna os espaços de comunicação em televisão relevantes para apresentar propostas diretamente a um público mais amplo.

Para o coordenador, o alcance da TV aberta também ajuda a superar uma limitação das redes sociais, onde os algoritmos tendem a entregar conteúdos políticos principalmente para usuários que já demonstram algum interesse pelo tema. “Furar essa bolha, sair das redes sociais — que, pelo algoritmo, acabam entregando mais para aqueles que têm um interesse prévio no assunto — ajuda demais”, avaliou.

Preparo estratégico

Honorato explicou que a campanha adota uma preparação geral para os candidatos, mas adapta os conteúdos conforme o perfil do veículo e da audiência. A estratégia, de acordo com ele, parte do plano de governo, mas prioriza determinados temas conforme o contexto de cada entrevista.

Na sabatina da Record Guaíba, por exemplo, a equipe identificou questões que poderiam ter maior conexão com o público da emissora, como endividamento, serviços públicos, abastecimento de água e saúde. “Se você pega um plano de governo, ele aborda todas as áreas e segmentos e a gente acaba direcionando assuntos e se envolvendo mais na preparação com assuntos que têm pertinência com aquele público, com aquela audiência”, argumentou.

Para o coordenador de Marketing, essa adaptação não significa abandonar os demais pontos do plano de governo. Honorato ressaltou que o importante é definir quais temas devem ganhar maior destaque em cada oportunidade de comunicação.

O peso das redes

Com experiência em campanhas políticas, Honorato também observa mudanças provocadas pela expansão das redes sociais na última década. Segundo ele, o volume de trabalho aumentou significativamente e trouxe uma necessidade constante de produção de conteúdo para diferentes plataformas e pontos de contato com o eleitor. “Primeiro que se trabalha muito mais. E, às vezes, não necessariamente atingindo novos objetivos”, disse.

Na candidatura de Maranata, que, destacou Honorato, terá menos tempo de televisão do que algumas das principais candidaturas, as redes sociais assumem um papel ainda mais relevante. Ele considera esses canais importantes tanto pela frequência de comunicação quanto pela possibilidade de a campanha manter maior controle sobre a narrativa.

“Na candidatura que eu, nesse momento, estou trabalhando, que vai ter menos tempo de televisão que as demais, pelo menos as maiores, as redes sociais passam a ser a grande fonte de comunicação com o eleitor”, revelou.

Tráfego pago pode levar à saturação

Apesar da importância das redes, Honorato apontou uma limitação que tende a aparecer com a proximidade da eleição: a saturação do público diante do aumento dos investimentos em publicidade digital.

Nesse cenário, a estratégia passa a depender também da base de eleitores já construída ao longo da campanha. Para Honorato, a combinação entre redes sociais, televisão e rádio será determinante, especialmente para candidaturas que dispõem de menos tempo nos meios tradicionais. “A gente vai conseguir dialogar com aquela base já construída e não mais prospectando tantos”, finalizou.

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